Líder tribal iraquiano que se opunha à Al Qaeda é morto

Um líder tribal árabe sunita que tevepapel importante na retirada das forças da Al Qaeda daprovíncia de Anbar, no Iraque, foi morto por uma bomba naquinta-feira, menos de duas semanas depois de ter se encontradocom o presidente norte-americano, George W. Bush, na regiãodesértica. Abdul Sattar Abu Risha foi morto perto de sua casa, emRamadi, capital de Anbar. Ele era o líder de uma aliança detribos árabes sunitas chamada Conselho para a Salvação deAnbar, que se uniu às forças dos EUA para expulsar a Al Qaedada região. O ataque será uma dura advertência para outros líderestribais e para todos que colaborem com as forças dos EUA noIraque, especialmente porque Abu Risha contava com um forteesquema de proteção. O conselheiro de segurança nacional do Iraque, Mowaffaqal-Rubaie, condenou o ataque e responsabilizou a Al Qaeda,grupo islamita sunita. O comandante militar dos EUA no Iraque, general DavidPetraeus, chamou o assassinato de Abu Risha de "uma perdaterrível para a província de Anbar e para todo o Iraque". "Isso mostra como a Al Qaeda no Iraque continua sendo uminimigo muito perigoso", disse Petraeus numa entrevista aoWashington Post, publicada no site do jornal na Internet. Dois guarda-costas e um assessor de Abu Risha também forammortos no ataque contra o carro do líder tribal, no dia em queos muçulmanos sunitas do Iraque marcavam o início do mêssagrado do ramadã. "O carro do xeique ficou totalmente destruído pelaexplosão. Abu Risha foi morto", disse à Reuters Ahmed Mahmoudal-Awani, policial de Ramadi. Fontes policiais afirmaram quefoi uma bomba de beira de estrada, mas um segurança que nãoestava no carro disse que a bomba foi plantada no veículo, queera blindado. Moradores disseram que foi declarado estado de emergênciaem Ramadi, e que soldados iraquianos e americanos invadiram asruas numa demonstração de força. Bush reuniu-se com Abu Risha e outros líderes tribaisdurante uma viagem a Anbar de forte carga simbólica, no dia 3de setembro. O presidente declarou que a melhora na situação dasegurança na província era um exemplo do que podia acontecernas outras regiões do Iraque. A expectativa é que Bush aprove, num pronunciamento aindana quinta-feira, planos para uma redução bem limitada nocontingente norte-americano no Iraque. A Casa Branca condenou o assassinato e disse que Bushreconheceu sua "coragem" no encontro recente que tiveram. (Reportagem adicional de Dominic Evans e Paul Tait, e deAndrew Gray em Washington)

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