Líder xiita sob ataque em Basra diz que não deporá armas

Moqtada al-Sadr desafia ultimato do governo iraquiano; mortos em combate podem passar de 200

AP e EFE,

29 de março de 2008 | 14h30

O clérigo xiita Moqtada al-Sadr ordenou que seus seguidores não depusessem suas armas, rejeitando assim a exigência feita pelo governo iraquiano, que lançou nesta semana uma ofensiva contra o grupo, o Exército Mehdi. A informação foi dada pelo assessor de Al-Sadr, Hassan Zargani. Nos confrontos, pelo menos 125 pessoas já morreram em Badgá desde terça, 25. Outras fontes falam em até 290 mortos.   Veja também:   . Ação em Basra é momento decisivo para Iraque, diz Bush   "As armas só devem ser entregues a um governo que possa expulsar o ocupante", disse Zargani, em referência aos americanos e britânicos.   As forças iraquianas lançaram uma ofensiva contra o Exército Mehdi em Basra, cidade petrolífera ao sul do Iraque, mas até agora fracassou na tentativa de forçar a saída dos militantes de Al-Sadr de suas posições. Neste sábado, caças americanos ampliaram o bombardeio à cidade, segundo oficiais britânicos. O próprio Exército britânico, que havia se retirado de Basra, juntou-se à ação.   Fontes da polícia iraquiana, que não quiseram se identificar, afirmaram que um avião americano havia lançado bombas em uma casa e matado oito pessoas, incluindo duas mulheres e uma criança. O Exército dos EUA não se pronunciou.   O primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, está em Basra desde o início da semana passada e disse que não deixará a cidade até que a segurança local esteja "restaurada". Para o governo iraquiano, sua credibilidade estará em jogo se não conseguir controlar a segunda maior cidade do Iraque, que está tomada por grupos armados há três anos. Muitas milícias xiitas, incluindo o exército Mahdi, esperam receber armamento, dinheiro e treinamento do Irã.    

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