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Líderes árabes reúnem-se em Bagdá; 3 foguetes explodem

Três foguetes explodiram em Bagdá nesta quinta-feira, apesar de ter sido montada uma grande operação de segurança para receber a primeira cúpula de países da Liga Árabe em duas décadas.

PATRICK MARKEY E SUADAD AL-SALHY, REUTERS

29 de março de 2012 | 13h10

Depois de anos de guerra, o governo iraquiano, liderado pelo primeiro-ministro xiita Nuri al-Maliki, esperava que a cúpula destacasse a sua crescente estabilidade e seu papel renovado na região, onde as nações sunitas do Golfo têm se mostrado cautelosas com os laços estreitos de Bagdá com o Irã.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-Moon, juntou-se aos líderes árabes na cúpula em um antigo palácio de Saddam Hussein, e pediu que o presidente sírio, Bashar al-Assad, implemente um plano de paz apoiado pela ONU para acabar com um ano de violência na Síria.

O único líder de alto escalão do Golfo Árabe nas negociações era o emir do Kuweit, mas sua presença era um sinal de progresso nas relações muitas vezes tensas do Iraque com os vizinhos sunitas.

A cúpula foi adiada duas vezes por causa de confrontos entre os governos de Bagdá e do Golfo durante a repressão a manifestantes xiitas pela liderança sunita do Bahrein, com a ajuda das monarquias sunitas da Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

A Arábia Saudita enviou seu delegado da Liga Árabe, enquanto o Catar disse que tinha enviado uma delegação de baixo escalão para Bagdá como uma mensagem para a liderança do Iraque sobre suas relações com a minoria sunita iraquiana.

"O Catar não boicotou a cúpula da Liga Árabe em Bagdá, mas tentou sinalizar uma mensagem aos seus irmãos iraquianos", disse o primeiro-ministro do Catar, o xeique Hamad bin Jassim Bin al-Thani, à TV Al Jazeera.

Os líderes presentes eram do Sudão, Somália, Comores, Djibouti, Líbano, Palestina, Tunísia, Kuweit e Líbia.

A cúpula ocorre enquanto o governo do Iraque de poder compartilhado, com blocos sunitas, xiitas e curdos, luta para sair de uma crise após a retirada das últimas tropas norte-americanas em dezembro, nove anos após a invasão de 2003.

Embora a violência no Iraque tenha diminuído desde os dias da carnificina sectária, de 2006 a 2007, afiliados da Al Qaeda e outros insurgentes islâmicos sunitas ainda são uma ameaça.

A Al-Qaeda iraquiana reivindicou a responsabilidade por uma série de explosões de bombas em Bagdá e outras cidades na semana passada, que mataram 52 pessoas, em uma lembrança de sua capacidade de realizar ataques coordenados.

Milhares de soldados extras foram posicionados em Bagdá para a cúpula e um labirinto de barreiras e bloqueios de estradas transformou a capital iraquiana em uma fortaleza. O aeroporto foi fechado e o governo decretou feriado de cinco dias para ajudar a aliviar o congestionamento.

A crise da Síria estava no topo da agenda da cúpula, com o secretário da ONU se reunindo com líderes para discutir o plano de paz apoiado pela ONU de seis pontos para acabar com o tumulto no país vizinho do Iraque.

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