Líderes do Hamas e da Fatah querem unidade palestina

Os líderes dos grupos palestinos rivais Fatah e Hamas encerraram o mês do Ramadã, na terça-feira, com pedidos de união para as negociações no Cairo, nas próximas semanas. Reparar o profundo racha entre os dois grupos é um passo considerado vital para um eventual acordo de paz com Israel. Mas não há sinal de mudança nas posições de ambos, condição necessária para resolver o conflito entre os grupos, cujo auge aconteceu quando militantes do Hamas expulsaram as forças do Fatah da Faixa de Gaza, em junho de 2007. "Esperamos que as sessões de diálogo no Cairo consigam encerrar a divisão causada por um partido que rejeitou a escolha do povo", disse Ismail Haniyeh, importante autoridade do Hamas, referindo-se ao Fatah. Segundo ele, o Fatah "colaborou para a ocupação (israelense) contra seu povo (palestino)". O grupo islâmico deseja sucesso para as negociações (mediadas pelo Egito) com o Fatah, facção do presidente Mahmoud Abbas. Mas Haniyeh ressalta que não fará concessões. Abbas encerrou seu jejum deixando flores em um monumento em homenagem a soldados mortos em Ramallah, capital da Cisjordânia, ocupada por Israel. "O presidente Mahmoud Abbas e a liderança palestina estão fazendo enormes esforços para que o diálogo no Egito seja bem sucedido", disse seu porta-voz, Nabil Abu Rdainah. Um acordo no Cairo abrirá caminho para um "diálogo nacional compreensivo, seguido de um encontro de ministros das Relações Exteriores árabes", acrescentou. O chefe de inteligência egípcio, Omar Suleiman, conduziu negociações paralelas com os dois grupos, em setembro. Ele se reuniu com a Fatah na semana passada e se encontrará com autoridades do Hamas em 8 de outubro. Uma autoridade da Fatah disse que todas as facções devem se juntar no dia 4 de novembro.

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