Liga Árabe não pretende adotar medidas drásticas sobre a Síria

O secretário-geral da Liga Árabe, Nabil Elaraby, afirmou nesta segunda-feira que a entidade usará de persuasão, e não de "medidas drásticas", para pressionar pelo fim da violência na Síria. Elaraby fez a declaração depois de um dos fins de semana mais sangrentos da revolta contra o presidente sírio, Bashar al-Assad, que já dura cinco meses.

REUTERS

08 de agosto de 2011 | 12h43

O mutismo do mundo árabe em relação à Síria contrasta com o apoio da Liga à criação de uma "zona de exclusão aérea" na Líbia, depois de um levante popular contra o governo líbio.

A Arábia Saudita rompeu o silêncio nesta segunda-feira para exigir o fim do derramamento de sangue na Síria e chamar de volta seu embaixador em Damasco.

Assad ampliou uma violenta investida militar com tanques no coração da região muçulmana sunita da Síria, disseram moradores, numa escalada da repressão contra alguns locais de agitação popular.

"Não esperem medidas drásticas, mas persuasão passo a passo para resolver o conflito", afirmou Elaraby a repórteres, depois de ser indagado sobre quais ações concretas a Liga adotaria e se alguma delas poderia incluir a suspensão da Síria como membro da Liga.

"O que está acontecendo na Síria preocupa a Liga e o mundo. As únicas opções são o diálogo e o fim da violência. Os pedidos de mudança e o modo de lidar com os protestos não podem envolver violência. A Liga Árabe está esperançosa e aguarda uma resposta positiva da Síria ao comunicado da Liga," disse ele.

"No momento, divulgamos um comunicado e outros países divulgaram comunicados. Não conheço ninguém que esteja pedindo mais ação. Vamos ver qual será o resultado do comunicado da Liga Árabe e de alguns países árabes", acrescentou.

A Liga Árabe expressou "crescente preocupação" no domingo com a Síria e pediu às autoridades do país que ponham fim imediatamente aos atos de violência contra os manifestantes.

(Reportagem da Reuters Television e Ayman Samir)

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