Liga Árabe pede ajuda do Hamas na questão síria

O secretário-geral da Liga Árabe, Nabil Elaraby, pediu nesta sexta-feira ao líder do grupo palestino Hamas baseado em Damasco que pedisse empenho à Síria a fim de interromper a violência no país, e disse que nada mais havia a fazer no âmbito de um acordo de paz cujo objetivo era acabar com a repressão a manifestantes que protestam contra o governo.

REUTERS

06 de janeiro de 2012 | 13h23

Elaraby fez a declaração ao lado do líder do Hamas, Khaled Meshaal, depois de uma reunião no Cairo.

"Eu lhe passei uma mensagem hoje para ser entregue às autoridades sírias, de que é preciso trabalhar com integridade, transparência e credibilidade para parar a violência que está ocorrendo na Síria", disse Elaraby.

A Liga Árabe enviou monitores à Síria para vistoriar o cumprimento de uma promessa para acabar com a violência contra as manifestações pró-democracia, que já duram dez meses.

Elaraby disse que ainda havia trabalho a ser feito, segundo o acordo entre a Liga e a Síria, para reduzir a presença militar nas cidades e libertar milhares de pessoas detidas desde o início do levante, em março.

"Os observadores estão se esforçando para efetivar isso: conseguir a suspensão da violência, obter a libertação dos detidos, obter a retirada dos veículos (militares). Portanto, há trabalho", disse.

Ele também afirmou que os monitores árabes estavam agora na Síria "para empreender uma missão que é maior do que a que lhes foi pedida", mas não entrou em detalhes.

Elaraby disse que Meshaal teve um papel ao convencer o governo sírio a assinar o acordo com a Liga Árabe.

"Desde o início da crise, nós no Hamas e eu, pessoalmente, fizemos um esforço enorme para resolver a crise por meio de uma solução política, e mantemos esses esforços", disse Meshaal.

A Síria abriga a maior sede do Hamas depois da Faixa de Gaza.

(Reportagem de Ayman Samir)

Tudo o que sabemos sobre:
ORMEDHAMASSIRIA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.