Liga Árabe pede para Rússia acabar com venda de armas à Síria

Um navio de carga que deu a volta e retornou para a Rússia, enquanto viajava à Síria, transportava três helicópteros reparados além de sistemas de defesa aérea, afirmou o chanceler russo, Sergei Lavrov, segundo a agência de notícias Interfax, na quinta-feira.

REUTERS

21 de junho de 2012 | 11h51

"O navio estava carregando sistemas de defesa aérea, que só podem ser (usados) para repelir a agressão estrangeira, e não contra manifestantes pacíficos... e estava carregando três helicópteros reparados", disse Lavrov ao rádio Ekho Mosvky, segundo a agência russa.

Uma importante autoridade da Liga Árabe afirmou, de acordo com a Interfax, na quinta-feira, que a Rússia deve suspender a venda de armas à Síria e que sanções da ONU poderiam ser necessárias para forçar o presidente Bashar al-Assad e os rebeldes que lutam para derrubá-lo para implementar o plano de paz que está fracassando.

A missão de observadores da ONU na Síria, que suspendeu as operações no sábado por causa da escalada da violência, deve ser substituída por forças de paz, disse o vice secretário-geral da Liga Árabe, Ahmed Ben Helli, à Interfax, em uma entrevista.

"Qualquer tipo de assistência para ajudar a violência deve ser interrompida. Quando você entrega equipamento militar, você está ajudando a matar pessoas. Isso deve ser encerrado", afirmou Ben Helli segundo a agência de notícias, em resposta a uma pergunta sobre a cooperação militar russa com a Síria.

A Rússia, um dos principais fornecedores de equipamento militar para Assad, protege a sua aliada de longa data de sanções mais duras da ONU. O governo russo afirma que as transferências não têm relação com o conflito na Síria, algo que a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, rejeitou em 13 de junho, dizendo ser "claramente falso".

A ONU diz que mais de 10.000 pessoas foram mortas pelas forças do governo durante a revolta contra o presidente sírio, Bashar al-Assad. A Síria diz que pelo menos 2.600 membros das forças armadas e forças de segurança foram mortos pelo que o governo chama de "terroristas islâmicos" apoiados por estrangeiros.

(Reportagem de Alissa de Carbonnel, em São Petesburgo, e Thomas Grove, em Moscou)

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