Liga Árabe pede retirada de missão de monitoramento na Síria

Um órgão consultivo da Liga Árabe solicitou a retirada imediata da sua missão de monitoramento na Síria neste domingo, afirmando que ela acabou dando permissão a Damasco para encobrir a contínua violência e os abusos que assolam o país.

REUTERS

01 de janeiro de 2012 | 14h34

A Liga Árabe enviou uma pequena equipe para a Síria a fim de verificar se o presidente Bashar al-Assad está mantendo sua promessa de encerrar a repressão à revolta contra seu governo, que já dura nove meses.

A missão de observação já foi alvo de controvérsias. Grupos de proteção a direitos humanos já reportaram contínuas mortes em conflitos e dezenas de milhares de manifestantes foram às ruas mostrar sua raiva aos observadores.

O diretor sudanês da missão também enfureceu alguns observadores ao sugerir que ficou tranquilizado pelas suas primeiras impressões de Homs, um dos principais focos de conflitos.

O Parlamento Árabe, um comitê de 88 membros de delegados de cada um dos países-membros da Liga, afirmou neste domingo que a violência continua a atingir muitas pessoas.

"O fato de isso ter acontecido na presença de observadores árabes enfureceu as pessoas e acabou contradizendo o propósito de se enviar uma missão", disse o presidente da organização Ali al-Salem al-Dekbas.

"Isso dá ao regime sírio uma proteção árabe para que ele continue cometendo suas atitudes desumanas sob os olhos e ouvidos da Liga Árabe", disse.

(Reportagem de Marwa Awad e Omar Fahmy)

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