Amr Nabil/AP
Amr Nabil/AP

Liga Árabe suspende participação da Síria na organização

Para entidade, Síria descumpriu acordo de acabar com as represão violenta aos manifestantes no país

EFE

12 de novembro de 2011 | 11h41

A Liga Árabe decidiu neste sábado, 12, suspender a participação da Síria das atividades da organização. A suspensão foi definida durante uma reunião extraordinária realizada no Cairo entre os ministros das Relações Exteriores do organismo.


Em entrevista coletiva após o encontro, o chanceler do Catar, Hamad bin Jassim al-Thani, anunciou e justificou a suspensão, uma das grandes reivindicações dos opositores ao regime do presidente sírio, Bashar al-Assad.


Thani disse que a decisão se deve ao descumprimento do acordo feito entre a Liga e a Síria, que havia se comprometido a acabar com a violência envolvendo forças de segurança e manifestantes civis, que protestam desde março contra o regime de Damasco. "Não houve uma resposta total e imediata da Síria ao plano árabe".

 

O representante sírio na Liga Árabe, Youssef Ahmed, afirmou que a decisão tomada neste sábado pelo organismo de suspender Damasco é "ilegal e infringe seu estatuto e regulamento interno". Em declarações divulgadas pela agência oficial de notícias síria, "Sana", Ahmed acusou a Liga Árabe de estar submetida aos interesses dos Estados Unidos e do Ocidente.


Com a suspensão da Síria de "todas as organizações dependentes da Liga Árabe", como estipula a resolução adotada na reunião, cumpre-se uma das principais demandas da oposição ao regime do presidente Bashar al-Assad.


Presidente rotativo do Conselho da Liga Árabe e líder do grupo de contato sobre a Síria, Thani indicou que, entre as medidas adotadas neste sábado, está a imposição de sanções econômicas e políticas contra a Síria.


O chanceler do Catar disse ainda que a Liga Árabe pretende fornecer proteção aos civis sírios para evitar mais vítimas da repressão de Damasco, "em coordenação com as organizações de direitos humanos e a ONU".


Thani disse que a Liga concordou também em retirar os embaixadores árabes da Síria, mas assinalou que essa é uma decisão soberana de cada país.


A organização decidiu pedir à oposição síria que se reúna nos próximos três dias no Cairo para analisar sua visão sobre o período de transição política.


Esta resolução, que ficará em vigor até que Damasco cumpra o acordo com a Liga, foi aprovada por 19 dos 22 membros da entidade, com o voto contrário do Líbano e Iêmen e a abstenção do Iraque.


 

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