Likud e Kadima declaram vitória nas eleições israelenses

Pesquisas preliminares apontam para a vitória de Tzipi Livni, líder do partido centrista Kadima

Agências Internacionais,

10 de fevereiro de 2009 | 21h09

O líder do partido Likud, Benjamin Netanyahu, está clamando vitória nas eleições para primeiro-ministro de Israel. Embora pesquisas de boca-de-urna coloquem o partido em segundo lugar, atrás de Tzipi Livni, líder do partido centrista Kadima, Netanyahu disse que os eleitores mostraram sua preferência e que está convencido de que será o próximo primeiro-ministro do país, prometendo mudanças para o país.   Veja também: Vantagem estreita pode impedir Livni de tornar-se premiê Próximo governo israelense será 'mais terrorista', diz Hamas Perfil: Livni, a 'senhora limpa' da política israelense Enviado do 'Estado' comenta expectativas Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel  Quem tem medo de Avigdor Lieberman?  Conheça os principais partidos israelenses    O partido Kadima também clamou vitória depois que os resultados das pesquisas de boca-de-urna foram divulgados. A presidente do Parlamento, Dalia Itzik, não duvidou em celebrar este "grande triunfo que ninguém antecipou" e assegurar que "Livni irá formar governo." Livni disse ainda que "o povo elegeu o Kadima."   Ainda segundo as sondagens iniciais, o partido Yisrael Beiteinu (Nossa Casa é Israel), de Avigdor Lieberman, deve obter 14 ou 15 cadeiras enquanto que o Trabalhista, do ministro da Defesa Ehud Barak, 13. Quando votou pela manhã, Livni, que aparecia em segundo lugar nas enquetes durante a campanha, pediu aos israelenses que não votassem "a partir do desespero e do medo, mas da esperança". Se confirmada sua vitória, Livni pode se tornar a primeira mulher a dirigir Israel em 40 anos. Ex-espiã da Mossad, ela prometeu manter as conversas de paz com os palestinos, buscando uma solução de dois Estados.   A primeira contagem parcial dos votos na eleição israelense de terça-feira mostra que a disputa está muito apertada e ainda não é possível dizer quem venceu.   O Comitê Eleitoral Central de Israel informou na madrugada de quarta-feira (horário local) que o centrista Partido Kadima, da chanceler Tzipi Livni, está em primeiro lugar com 27 das 120 cadeiras do Parlamento. Já o direitista Partido Likud, do ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, está logo atrás com 26 cadeiras.   Mulher mais poderosa em Israel desde a primeira-ministra Golda Meir, nos anos 1970, Livni ameaçou ofensivas militares mais duras na Faixa de Gaza se o frágil cessar-fogo iniciado em 18 de fevereiro falhar. Ex-advogada de empresa, ela é também a negociadora-chefe israelense com os palestinos. Seu fracasso em formar um novo governo de coalizão após a renúncia, em setembro, do primeiro-ministro Ehud Olmert, também do Kadima, em um escândalo de corrupção, forçou as eleições antecipadas.   O pleito desta terça-feira em Israel transcorreu normalmente. Durante a manhã o comparecimento na eleição foi maior que o registrado na votação de 2006 no mesmo período. Porém, no fim da tarde (hora local) estava em apenas 42% dos eleitores habilitados. O número registrado pode ficar, segundo analistas, abaixo dos 63,5% de 2006 e mesmo abaixo dos 62,3% de 2001, pior índice da História do país.   Sistema de votação   Para ser escolhido premiê, o complexo sistema eleitoral israelense exige do candidato uma coalizão com 61 dos 120 membros do Parlamento. O presidente manterá consultas com os diferentes partidos e deverá dar a missão de formar o governo ao candidato em melhor posição para consolidar uma maioria de 61 deputados.   Para essa tarefa, o escolhido terá 28 dias, ampliáveis a mais duas semanas. Olmert ficará no cargo até que o novo gabinete tome posse. Os resultados oficiais serão divulgados no próximo dia 18 de fevereiro e o Parlamento formado após as eleições entrará, de forma interina, em 2 de março.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.