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Lista de al-Maliki amplia vantagem em Bagdá com 60% dos votos apurados

Atual primeiro-ministro lidera eleições parlamentares do Iraque em sete províncias

estadao.com.br

15 de março de 2010 | 15h34

O primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki, consolidou nesta segunda-feira, 15, sua vantagem sobre as outras legendas na apuração dos votos das eleições parlamentares do país na província de Bagdá, segundo a agência AFP.

 

Segundo os resultados parciais após apuração de 60% dos votos da capital, a lista da coalizão xiita de al-Maliki, Aliança do Estado de Direito, lidera com 518 mil votos. Em seguida aparece a lista laica do ex-primeiro-ministro Iyad Allawi, com 453 mil, à frente da Aliança Nacional Iraquiana, composta por partidos religiosos e que tem 324 mil votos.

 

A lista de al-Maliki lidera em sete províncias, enquanto o bloco de Allawi está À frente em cinco regiões. O atual premiê dá um grande passo em direção à vitória, já que tem a liderança em Bagdá e Basra, dois dos maiores colégios eleitorais do país. Juntas, as províncias correspondem a 94 dos 325 lugares do Parlamento. A Aliança do Estado de Direito também teve um bom desempenho nas províncias sunitas do sul.

 

Com a vantagem sobre os rivais, al-Maliki deve ser apontado para um segundo mandato consecutivo. Com a maioria no Parlamento, a previsão é de que o premiê seja apontado novamente pelos legisladores iraquianos para o cargo. Nenhuma das listas, porém, conseguirá maioria absoluta nas casas e, por isso, um governo de coalizão deverá ser formado, o que pode durar semanas ou até meses por conta das negociações.

 

O bloco de Allawi conseguiu bons resultados e domina as regiões de maioria sunita como Salaheddin, Diyala, al-Anbar e Ninive, segundo maior colégio eleitoral do país. A província também é um antigo feudo dos sunitas que se uniram à rede terrorista Al-Qaeda e onde a lista do ex-premiê tem maior vantagem.

 

Os resultados finais só serão anunciados dentro de alguns dias. A espera exagerada pela divulgação os resultados gerou várias acusações de fraude por parte dos opositores de al-Maliki.

 

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