Livni é favorita para substituir premiê israelense, diz pesquisa

Chanceler conta com 40% das intenções de voto em pleito interno; governistas elegem novo líder no dia 17

Agências internacionais,

04 de setembro de 2008 | 08h32

A ministra de Relações Exteriores israelense, Tzipi Livni, é favorita para substituir o atual primeiro-ministro Ehud Olmert à frente de seu partido nas primárias do próximo dia 17, confirma uma nova pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 4, pela imprensa do Estado judeu.   A chefe da diplomacia israelense contaria em um primeiro turno do pleito interno do partido Kadima com 40% das intenções de voto, contra 20% de seu oponente mais próximo, o ministro dos Transportes, Shaul Mofaz, segundo uma pesquisa encomendada pelo diário Haaretz.   De acordo com a enquete, se Livni não conseguir ultrapassar a barreira dos 40%, terá de disputar um segundo turno, no qual sua vantagem subiria para 51%.   A pesquisa informa que 28% dos eleitores ainda não decidiram em quem votar, por isso a balança poderia ainda se inclinar para Mofaz, embora o Haaretz diga que isso "muito improvável". O vencedor das primárias pode se transformar no próximo primeiro-ministro de Israel, caso consiga manter a atual coalizão de governo.   O sistema político israelense permite que o substituto de Olmert à frente do Kadima conclua o mandato dele como primeiro-ministro, que expira formalmente em novembro de 2010. Mas existe a possibilidade de que o futuro líder do Kadima não consiga formar uma coalizão de governo, em parte por causa da ampla diversidade de matizes políticas e ideológicas, a maioria delas conflitante, representadas no Parlamento do país. Caso isso aconteça, as eleições serão antecipadas, provavelmente para o início do próximo ano.   O primeiro-ministro Ehud Olmert anunciou que não concorrerá nas próximas eleições de seu partido, o Kadima, em setembro, finalizando um mandato marcado por investigações de corrupção. O anuncio significa o fim de seu mandato e pode adiar os esforços na busca por um acordo de paz com os palestinos. Adversários políticos e até mesmo aliados chegaram a pedir pela saída do premiê. Livni já pediu a renúncia de Olmert há um ano, quando uma comissão apontou falhas durante o gerenciamento da guerra com a guerrilha libanesa Hezbollah em 2006. O Kadima foi fundado pelo ex-premiê Ariel Sharon em 2005. Olmert tomou a liderança em janeiro de 2006, quando Sharon entrou em coma.   O premiê justificou sua renúncia pela atual investigação por suborno. Ele é acusado de ter recebido elevadas quantias de um empresário americano em cargos públicos anteriores, mas disse que no futuro conseguirá provar sua inocência, e seu nome ficará limpo de suspeita. Além disso, quis "deixar claro" que está "orgulhoso de ser cidadão de um país no qual o primeiro-ministro pode ser investigado como um cidadão comum". "Investigar é o dever da polícia e o da Procuradoria é instruir a polícia. O primeiro-ministro não está acima da lei, mas também não está abaixo de nenhuma maneira", disse.

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