Livni e trabalhistas chegam a acordo para coalizão em Israel

Ehud Barak será 'vice-premiê destacado', diz mídia; líder do Kadima tem que compor novo governo até novembro

Efe,

13 de outubro de 2008 | 14h53

A chanceler israelense e presidente do partido da situação Kadima, Tzipi Livni, alcançou nesta segunda-feira, 13, com o Partido Trabalhista do ministro da Defesa Ehud Barak, um acordo para a entrada da legenda na nova coalizão de governo. O pacto foi ratificado pelo deputado do Kadima, Tzachi Hanegbi, e pelo representante trabalhista, Efi Oshaya, após 17 horas de negociações. Veja também:Presidente de Israel indica Tzipi Livni para formar governoLivni terá que provar resistência política Equipes dos dois partidos prepararam no domingo à noite os detalhes da negociação, embora o diálogo ainda vá continuar sobre várias questões pendentes antes que Livni e Barak assinem a versão final do documento, que os tornará parceiros no novo Executivo. Livni foi encarregada pelo chefe de Estado de Israel, Shimon Peres, de formar o novo governo, após ser eleita presidente do Kadima em setembro. Barak aceitou a maior parte das cláusulas para sua incorporação à coalizão, embora tenha solicitado mudanças em alguns pontos, entre os quais se inclui o de limitar as prerrogativas do atual ministro da Justiça, Daniel Friedman. Segundo a imprensa local, Barak teria no novo governo o cargo de "destacado vice-primeiro-ministro", estaria envolvido nas negociações com a Síria, e também poderia vetar que certas questões sejam levadas perante o gabinete de segurança. Assim, com o acordo com os trabalhistas, Livni percorreu 80% do caminho rumo à chefia de Governo, e faltam a ela apenas 13 deputados para alcançar a maioria absoluta de 61 das 120 cadeiras do Parlamento israelense (Knesset). Para chegar a esse objetivo ela tem, segundo a legislação, o início de novembro como data limite. A combinação que ela vislumbra é a mesma de seu antecessor e ainda primeiro-ministro interino, Ehud Olmert: 29 deputados do Kadima, 19 trabalhistas, 12 do partido ultra-ortodoxo sefardita Shas, além de quatro do Partido dos Aposentados. Essa é sua opção preferida porque, com um governo continuísta, Livni se reservaria à esquerda pacifista, caso necessário.

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