Livni espera aval do presidente para formar gabinete em Israel

Chanceler e nova líder governista terá seis semanas para anunciar governo de coalizão e se tornar premiê

ARI RABINOVITCH, REUTERS

22 de setembro de 2008 | 08h38

O presidente de Israel, Shimon Peres, deve pedir nesta segunda-feira, 22, à chanceler Tzipi Livni que tente formar uma nova coalizão de governo, disse uma porta-voz de Peres um dia depois da renúncia do primeiro-ministro Ehud Olmert.   Veja também: Ehud Olmert entrega carta de demissão a Shimon Peres Livni terá que provar resistência política Gustavo Chacra: Livni está nas mãos de Barak    Olmert, acusado de usar caixa-dois eleitoral, formalizou sua renúncia no domingo, mas deve permanecer no cargo até a formação do novo gabinete. Na quarta-feira, Livni havia vencido a apertada eleição para a liderança do partido Kadima, o que a torna sucessora natural do primeiro-ministro. Se Peres der seu aval, Livni terá 42 dias para formar uma coalizão, tornando-se a primeira mulher a governar Israel desde Golda Meir, na década de 1970. Se ela não conseguir formar o gabinete, provavelmente haverá uma eleição parlamentar.   Peres se encontrou com líderes partidários para sondá-los sobre a formação de um novo governo ou a antecipação das eleições gerais previstas para 2010. A incerteza política prejudica ainda mais as perspectivas de acordo neste ano entre israelenses e palestinos, num processo de paz retomado em novembro sob os auspícios dos EUA. Livni é a representante israelense nessas negociações. "(Peres) está reunindo-se com muitas facções hoje, e algo pode mudar, então não digo com certeza que ele vai escolher Tzipi Livni, mas assim parece ser", disse Ayelet Frish, porta-voz de Peres, à Rádio do Exército.   Desde a renúncia de Olmert, Peres já encontrou representantes dos quatro maiores partidos - Kadima, Trabalhista, Likud e Shas - e na segunda-feira vai se reunir com as nove facções restantes. A imprensa israelense diz que Peres deve anunciar sua indicação para o cargo de premiê ainda nesta segunda-feira. Ele também já consultou dois partidos direitistas que rejeitaram participar de uma coalizão com a ministra e sugeriram novas eleições.   Na noite de domingo, Livni esteve com o ministro da Defesa, Ehud Barak, líder do Partido Trabalhista, segundo maior do Parlamento, para negociar uma aliança. Na véspera, Barak esteve com Benjamin Netanyahu, dirigente do direitista Likud, num sinal de que os trabalhistas podem buscar uma alternância de comando. As pesquisas apontam o favoritismo do Likud numa eventual eleição antecipada. "Foi uma reunião boa, de negócios", disse Barak a jornalistas depois do encontro com Livni. Ele disse que haverá um novo encontro.

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