Livni pede mais prazo para formar governo em Israel

Chanceler israelense tenta formar coalizão para se tornar primeira-ministra no lugar de Ehud Olmert

Agências internacionais,

20 de outubro de 2008 | 08h58

A primeira-ministra designada Tzipi Livni pediu ao presidente de Israel, Shimon Peres, mais duas semanas para formar um governo de coalizão. A até então ministra de Relações Exteriores foi à residência oficial de Peres nesta segunda-feira, 20, para negociar o prazo. Livni foi eleita pelos membros do Kadima no mês passado para substituir Olmert na liderança de seu partido. O atual primeiro-ministro renunciou em meio a um escândalo de corrupção, mas ainda continua no cargo, até que um novo governo seja formado. Sob um mandato presidencial, Livni tem até o início de novembro para apresentar um novo gabinete. Caso não consiga, isso pode levar a eleições parlamentares antecipadas.  Seu pedido de mais tempo é em grande parte uma formalidade e deve ser aceito. Ao mesmo tempo, porém, a requisição mostra a dificuldade de formar um governo estável, em um período de instabilidade política. O ex-primeiro-ministro Ehud Olmert foi forçado a deixar o poder ao ser envolvido em várias investigações por corrupção. Se Livni não conseguir formar uma maioria parlamentar em duas semanas, serão convocadas eleições antecipadas. Na semana passada, o Kadima assinou um acordo preliminar de coalizão com o Partido Trabalhista, do ministro da Defesa, Ehud Barak. O acordo deixou Livni mais próxima de se tornar a próxima primeira-ministra. Representantes dos dois partidos, que já são parceiros no governo Olmert, firmaram o esboço do acordo, que ainda precisa ser finalizado e ratificado por instituições partidárias. Uma parceria política com o Partido Trabalhista deixaria Livni perto de atingir uma maioria parlamentar. Autoridades do Kadima dizem que Livni planeja continuar seus esforços para convencer o partido ultra-ortodoxo Shas a se juntar à coalizão liderada por ela.  Se ela conseguir, se tornará a primeira mulher a governar Israel em 34 anos, após a primeira-ministra Golda Meir. Se não obtiver apoio, Peres pode encarregar outra pessoa da formação do governo ou convocar eleições antecipadas, possivelmente para março de 2009. Em qualquer dos dois casos, Olmert seguirá como primeiro-ministro interino até que um novo Executivo seja formado. Olmert, de 62 anos, chegou à chefia de governo de Israel em janeiro de 2006 em razão do derrame cerebral sofrido pelo então premiê, Ariel Sharon. Dois meses depois, ele revalidou seu mandato vencendo as eleições gerais. Olmert, porém, viu-se obrigado a apresentar sua renúncia após perder o apoio de sua coalizão em razão de uma investigação suborno, corrupção, fraude, quebra de confiança, lavagem de dinheiro e outros delitos.  A polícia disse ter provas de que Olmert recebeu US$ 150 mil de Morris Talansky, um investidor americano. O premiê ainda é suspeito de ter pedido a várias agências públicas dinheiro para os mesmo vôos na época em que foi prefeito de Jerusalém e ministro do Comércio.

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