Livni quer formar coalizão até domingo ou convoca eleições

Chanceler israelense tenta garantir aliança para chegar ao cargo de primeira-ministra com a renúncia de Olmert

Associated Press e Reuters,

23 de outubro de 2008 | 14h47

A primeira-ministra designada de Israel, Tzipi Livni, determinou como prazo o próximo domingo para a formação do governo de coalizão para garantir o cargo ou convocará eleições antecipadas. A chanceler israelense afirmou nesta quinta-feira, 23, que havia falado com o presidente Shimon Peres para informar sobre a decisão. Ela tem ainda mais dez dias para formar uma maioria parlamentar, mas enfrenta várias demandas dos possíveis parceiros.   A primeira-ministra já conseguiu o apoio do centro-esquerdista Partido Trabalhista. Porém ainda necessita assegurar o apoio do ultra-ortodoxo Shas. Caso consiga ficar no poder, Tzipi seria a primeira mulher a ocupar o cargo em mais de 30 anos. Pesquisas de opinião indicam que em caso de eleições antecipadas, o Partido Likud ganharia.   Livni assumiria no lugar de Ehud Olmert, que renunciou devido a um escândalo de corrupção. Olmert, no entanto, continuará no cargo de premiê até a formação de um novo governo. Desde o início, comentaristas calculavam que Livni precisaria de seis semanas completas para negociar acordos de coalizão.   O apoio de partidos menores, como o dos Aposentados (com sete parlamentares) e do esquerdista Meretz (cinco), daria a Livni uma base mais ampla a fim de implementar políticas tais como a realização de um processo de paz com os palestinos. O Shas, que sempre se descreveu como a legenda que representa os israelenses pobres, exige, como condição para unir-se a Livni, que o governo amplie em 1 bilhão de shekels (270 milhões de dólares) seus gastos com o sistema de bem-estar social.   As negociações entre o Kadima e o Shas devem ser intensificadas, em meio a boatos de que a chanceler planeja apresentar um novo governo quando o Parlamento voltar do recesso de verão, no dia 27 de outubro. Sem o Shas, Livni poderia formar um governo minoritário valendo-se do apoio eventual de deputados de fora da coalizão, como os parlamentares esquerdistas e árabes preocupados com a convocação de eleições nacionais. Pesquisas de opinião mostram que o partido direitista Likud, de Benjamin Netanyahu, venceria uma eventual disputa nas urnas. A antecipação do pleito nacional, previsto inicialmente para ocorrer apenas em 2010, pode ser a opção no caso de Livni não conseguir formar um governo.

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