Livni vê 'problemas' para definir pré-acordo com palestinos

Para ministra israelense, criação de Estado palestino só acontecerá depois que segurança estiver garantida

Efe,

04 de novembro de 2007 | 09h35

A ministra de Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni, admitiu neste domingo, 4, a existência de "problemas" com os palestinos para definir um texto conjunto a ser levado à conferência de paz sobre o Oriente Médio que deve acontecer em novembro, em Annapolis, nos Estados Unidos. "A situação é complicada", disse Livni depois de se reunir em Jerusalém com a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, que começa neste domingo uma nova visita de dois dias a Israel e aos territórios palestinos para reduzir as diferenças entre as partes sobre esse documento, considerado um guia para as conversas de paz após a reunião. Livni disse que os palestinos "devem entender que primeiro deve haver segurança, e só depois um Estado palestino", segundo a imprensa local. "O problema não é fazer uma declaração conjunta com os moderados na Autoridade (Nacional Palestina), mas qual deve ser seu conteúdo", acrescentou a chefe da diplomacia israelense. Livni afirmou, no entanto, que não existe "tensão" entre as equipes de trabalho israelense e palestina que negociam o texto conjunto, mas "diferenças de opinião em torno do Mapa de Caminho". Este plano de paz, lançado em 2003 pelo Quarteto de Madri (ONU, EUA, União Européia e Rússia), será o guia do texto conjunto. Washington supervisionará o cumprimento das obrigações definidas no texto, segundo decidiram o presidente palestino, Mahmoud Abbas, e o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, em seu último encontro, na semana passada. Esta nova visita de Rice, a terceira em cerca de um mês e meio, mostra o envolvimento dos EUA no êxito da conferência, para a qual ainda não existe data nem lista de convidados concreta. Rice, que chegou neste sábado a Israel procedente da Turquia, se reunirá ainda neste domingo com Olmert e Abbas, entre outros. No entanto, a secretária americana já advertiu antes de sua chegada que não espera que "Israel e a Autoridade Nacional Palestina alcancem um acordo" sobre o documento "durante esta visita".

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