Maior interesse de Israel na trégua é libertar soldado, diz Egito

Presidente egípcio afirma que Israel busca libertação de Gilad Shalit no cessar-fogo com palestinos em Gaza

Efe,

24 de junho de 2008 | 19h14

O presidente do Egito, Hosni Mubarak, afirmou nesta terça-feira, 24, que a preocupação de Israel no cessar-fogo com as milícias palestinas em vigor na Faixa de Gaza é conseguir a libertação do soldado Gilad Shalit, que é mantido refém há dois anos. Mubarak fez a afirmação durante uma entrevista a uma rede de TV israelense na localidade egípcia de Sharm el-Sheikh, onde nesta terça se reuniu com o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert. Veja também:Trégua em Gaza sofre revés com foguetes na CisjordâniaPalestinos lançam morteiros contra Israel e ameaçam trégua O presidente egípcio disse que Israel não tem com o que se preocupar, já que o Hamas não tem como "aproveitar a trégua para transferir" Shalit da Faixa de Gaza para "um lugar secreto". Segundo Mubarak, se os milicianos se deslocarem da faixa territorial para Al-Arish, uma localidade egípcia próxima, "todo mundo saberá." No entanto, o chefe de Estado não quis entrar em detalhes sobre uma possível reabertura da passagem de Rafah entre Gaza e Egito, que permanece fechada há um ano e cujo funcionamento depende do sinal verde de Israel. Para Mubarak, condicionar a reabertura da passagem à libertação de Shalit, como quer Israel, estragaria tudo. "Efetuamos grandes esforços, nos quais se envolveram israelenses e palestinos, e esperamos que a trégua dure", disse, em referência à mediação do Cairo no cessar-fogo temporário, iniciado na quinta-feira passada e violado hoje pela Jihad Islâmica. A respeito da trégua, que tem uma duração inicial de seis meses, Mubarak disse que "é preciso ser otimista" e "ter esperança", porque, "se não houver otimismo, não haverá nada." "O acordo do cessar-fogo já está feito e, em qualquer pacto, uma parte pode rescindi-lo e provocar um problema", lembrou Mubarak, que, em seguida, pediu que Israel e o Hamas sejam realistas quanto à possibilidade de conseguirem seus objetivos pelo uso da força. 

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