Mais de 30 países reconhecem rebeldes como governo da Líbia

Mais de 30 países reconheceram o Conselho Nacional de Transição (CNT) como o representante legítimo da Líbia agora que suas forças fecham o cerco sobre Muammar Gaddafi.

REUTERS

23 de agosto de 2011 | 12h45

Cinco países reconheceram o CNT nesta terça-feira -- Iraque, Marrocos, Barein, Grécia e Nigéria -- unindo-se aos Estados Unidos e aos principais países da União Europeia.

O CNT se declarou o único representante legítimo do povo líbio e formou um governo interino enquanto conduzia operações militares contra Gaddafi.

Das principais potências, a Rússia disse que não vai reconhecer o CNT como o único representante legítimo da Líbia, mas como parte envolvida nas negociações, disse o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov.

A Rússia afirmou que Gaddafi deve partir, mas acusou a Otan de exceder seu mandado da ONU com a campanha de bombardeio na Líbia e pediu negociações entre os rebeldes e o governo. Lavrov sugeriu que reconhecer o conselho rebelde como o único governo legítimo da Líbia não ajudaria.

O outro membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, a China, também não usou seu poder de veto em março para bloquear uma resolução autorizando a campanha da Otan, mas condenou os ataques aéreos e pediu um compromisso entre o governo e os rebeldes.

Depois disso, no entanto, Pequim vem cortejando os rebeldes líbios, aceitando se encontrar com seus líderes e enviando representantes para as negociações.

Na segunda-feira o Ministério das Relações Exteriores chinês informou que o país vai respeitar a vontade do povo líbio e espera que a estabilidade volte à Líbia.

O presidente palestino Mahmoud Abbas disse na segunda-feira que seu governo reconhecia o CNT. O mesmo fez a Liga Árabe.

A Turquia foi o primeiro país a reconhecer o Conselho como representante legítimo do povo líbio, em junho, mas autoridades turcas disseram que isso não significa que seja o único representante do povo líbio, embora também tenha cortado as relações diplomáticas com o governo de Muammar Gaddafi.

(Reportagem de Mark John e David Cutler)

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