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Mais de 300 migrantes podem ter se afogado na costa da Líbia

Mais de 300 migrantes africanos, incluindo mulheres e crianças, podem ter se afogado depois que seus barcos viraram na costa da Líbia, disse a Organização Internacional para a Migração (OIM) na terça-feira.

STE, REUTERS

31 de março de 2009 | 08h36

Pelo menos 23 corpos de migrantes afogados foram recuperados por guardas costeiros líbios perto dos restos do naufrágio de três frágeis embarcações que navegavam da vila costeira de Sidi Belal, perto de Trípoli, disseram autoridades ao jornal mais influente do país, Oea, na terça-feira.

Um dos barcos carregava 365 pessoas, apesar de sua capacidade para apenas 75, segundo autoridades da Líbia. Entre os desaparecidos, estão pessoas de Somália, Nigéria, Eritreia, áreas curdas da Síria, Argélia, Marrocos, territórios palestinos e Tunísia.

"Mais de 251 dos migrantes que embarcaram nos três barcos estão desaparecidos", acrescentou o periódico, que tem laços com Sarif al Islam, filho do líder líbio Muammar Gaddafi.

Um quarto barco, abarrotado com mais de 350 migrantes, sucumbiu perto do campo petrolífero de Buri, mas a guarda costeira líbia rebocou a embarcação até o porto de Trípoli e resgatou todos os migrantes, incluindo mulheres e crianças, segundo o jornal.

"Até três barcos parecem ter naufragado na costa líbia. Esses barcos não têm material salva-vidas a bordo. Parece que mais de 300 pessoas desapareceram no mar", disse o porta-voz da OIM Jean-Philippe Chauzy à Reuters em Genebra.

"Elas não estavam a uma distância da costa possível de percorrer a nado", afirmou. A OIM não tinha notícias de sobreviventes nos três barcos.

"Não há equipamentos de salvamento neses barcos -- bóias, botes salva-vida, qualquer coisa -- porque o propósito é amontoar quantas pessoas for possível nesses barcos, com total desrespeito à segurança e à dignidade", disse Chauser posteriormente a uma coletiva de imprensa.

Houve uma grande quantidade de embarques do gênero a partir da Líbia nas últimas 36 horas, a começar pelo domingo, em meio a fortes tempestades de areia, de acordo com a OIM.

"Algumas chegaram à Itália, outras foram interceptadas e levadas de volta à Líbia e outras estavam entre as pessoas que podem estar mortas", disse a porta-voz da OIM Jemini Pandya.

"Nós nunca teremos uma ideia real de quantas pessoas estavam nos barcos, uma vez que nunca será realmente possível recuperar os corpos", afirmou.

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