Mais de 40 sírios são 'massacrados' perto de Damasco--ativistas

Ativistas da oposição disseram que forças de segurança leais ao presidente da Síria, Bashar al-Assad, mataram mais de 40 pessoas em uma pequena cidade nos arredores de Damasco nesta quarta-feira, chamando o ato de um massacre.

ERIKA SOLOMON, Reuters

26 de setembro de 2012 | 14h38

A revolta de 18 meses contra o governo de Assad transformou-se em uma guerra civil cada vez mais sangrenta.

Um vídeo publicado por ativistas mostrou fileiras de corpos ensanguentados envolvidos em cobertores. As vítimas mostradas pareciam ser do sexo masculino, a partir de cerca de 20 anos até homens idosos.

"Um massacre na área de Dhiyabia", diz a voz de um ativista em um vídeo. "Deus amaldiçoe você, Bashar. Os corpos estão na casa das dezenas. Olha, muçulmanos, veja o que este ditador está fazendo."

Em um dos vídeos enviados por ativistas, alguns dos homens pareciam ter levado tiros na testa, rosto ou pescoço.

Os agressores poderiam estar buscando possíveis combatentes rebeldes. Alguns ativistas relataram que as mulheres e crianças estavam entre os mortos, mas não houve imagens disso disponíveis.

Ativistas disseram que o número de mortos na cidade de al-Dhiyabia, a sudeste da capital, pode atingir até 107. O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, um grupo britânico com uma rede de ativistas em todo o país, afirmou que só poderia confirmar 40 mortos.

Os relatos dos ativistas não puderam ser verificados porque o governo de Damasco restringe o acesso da imprensa estrangeira na Síria.

O Observatório afirma que mais de 30.000 pessoas foram mortas em um ano e meio de violência. Mais de 7.000 desses eram soldados, enquanto os demais eram civis, homens armados e desertores do Exército.

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