Mais seguro, Iraque ainda precisa de consenso político, diz ONU

O enviado-chefe da ONU no Iraquefez na segunda-feira um levantamento ao mesmo tempo positivo enegativo da situação do país, dizendo que a segurança melhorou,mas que é necessário que haja um consenso político para que aestabilidade dure. "Não temos como ignorar os avanços recentes, tanto nasegurança quanto na situação política do Iraque", disse Staffande Mistura, chefe da Missão de Assistência das Nações Unidaspara o Iraque (Unami), num discurso ao Conselho de Segurança daONU. Entre os motivos para a redução na violência são o aumentona presença de soldados norte-americanos, o cessar-fogodeclarado pelo Exército Mehdi, do líder xiita radical Moqtadaal-Sadr, e o aumento na cooperação por parte dos vizinhos doIraque, disse ele. Mas ele advertiu que sem um consenso político sobre "oselementos mais fundamentais do Estado iraquiano" os iraquianosnão conseguirão uma solução duradoura para o problema. O embaixador dos EUA na ONU, Zalmay Khalilzad, tambémmencionou a melhora na segurança, que atribuiu em parte aoreforço de 30 mil soldados enviados por Washington no anopassado. Mas ele acusou a Síria e o Irã de não cumprirem apromessa de tomar mais providências para impedir os ataques noIraque. "Terroristas e suicidas estrangeiros ainda entram no Iraquepela Síria", disse Khalilzad. "A Síria tem de agir para conteresse fluxo." Para ele, o governo sírio deveria usar umapolítica de vistos mais rígida, deter pessoas que ajudammilitantes a entrar no Iraque, reforçar a segurança nafronteira e compartilhar informações. "A Guarda Revolucionária Islâmica iraniana continua atreinar, equipar e financiar extremistas xiitas, apesar dasgarantias que deu ao primeiro-ministro (Nuri) al-Maliki", disseo embaixador. O embaixador russo Vitaly Churkin elogiou a redução naviolência, mas se disse pessimista quanto à continuidade daestabilidade. "Declarar a vitória é prematuro", afirmou ele aoconselho. "Não há garantias de que a redução na tensãoobservada no relatório vá permanecer no futuro. A onda deviolência que varreu recentemente ao país confirma nossostemores."

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