Maliki pede que ONU suspenda sanções impostas ao Iraque

Sanções estão vigentes desde 1990, quando o Exército de Saddam Hussein invadiu o Kuwait

Efe,

09 de junho de 2008 | 05h53

O primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, em visita ao Irã, pediu à ONU que suspenda as sanções impostas ao Iraque desde o início da década passada, para facilitar a reconstrução do país. "No Iraque já não há nada que ameace os países vizinhos nem a paz mundial (..) já não se pode justificar a continuidade das sanções ou do tratamento dado ao Iraque", disse Maliki, em reunião que manteve na noite de domingo com representantes da colônia iraquiana no Irã. O primeiro-ministro iraquiano se referia sobretudo às sanções internacionais, especialmente as econômicas, vigentes contra o Iraque desde 1990, quando o Exército do regime de Saddam Hussein - derrubado em 2003 - invadiu o vizinho Kuwait. "O Iraque conta agora com um Governo democraticamente eleito, e nada pode justificar a continuidade dessas sanções", afirmou. "Nós e o mundo atuamos pela reconstrução, mas queremos que tirem as barreiras que restringem nosso movimento, e suspendam essas sanções para que os iraquianos possam atuar em favor de seu país nos campos político, econômico e de segurança", acrescentou. Maliki deve reunir-se nesta segunda-feira com o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, antes de concluir sua visita oficial de três dias ao Teerã, onde foi recebido por várias altas autoridades, lideradas pelo presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad. Durante sua presença no Irã, o chefe do Governo iraquiano tentou dissipar os temores iranianos a respeito do acordo que Bagdá deve assinar com Washington para regularizar a presença militar americana no país após a expiração do mandato da ONU no Iraque, no final de 2008.

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