Marine que liderou morte de iraquiano pega 15 anos de prisão

O líder de um esquadrão dosmarines dos EUA que elogiou seus subordinados por causa dosequestro seguido de homicídio contra um iraquiano foisentenciado na sexta-feira a 15 anos de prisão. O júri reunido no quartel Pendleton, na Califórnia,proferiu a sentença, junto com uma repreensão e a baixadesonrosa do sargento Lawrence Hutchins 3o, que na véspera foraconsiderado culpado por homicídio não-premeditado, roubo eoutros crimes. A promotoria o acusava de homicídio premeditado, o quepoderia ter acarretado a prisão perpétua. Várias testemunhasdisseram que Hutchins liderou o complô, que envolveu oitomilitares norte-americanos. O grupo invadiu a vila de Hamdani, numa noite de 2006, àprocura de um suspeito de terrorismo, mas acabou capturando umvizinho dele. Hutchins e outro marine balearam Hashim Ibrahim Awad, 52anos, pai de 11 filhos e avô de quatro netos. Em seguida, osmilitares colocaram um rifle AK-47 e uma pá ao lado do corpopara sugerir que ele estava plantando uma bomba, segundotestemunhas. Além disso, de acordo com as testemunhas, Hutchins teriacumprimentado seu esquadrão após o crime, dizendo: "Acabamos desumir com o homicídio." Um depoente disse que os homens seinspiraram no filme "Santos Justiceiros" (1999), no qual umesquadrão da morte em Boston mata bandidos. O advogado de Hutchins, Richard Brannon, atribuiu os fatosa uma "falha de comando," provocada pelo tratamento duro que olíder do pelotão dava a presos. Alegou também que o esquadrãode Hutchins estava sob estresse, numa área perigosa, e já foraalvejado. "Isso tem um impacto," argumentou. Também na sexta-feira, outro júri militar sentenciou o caboMarshall Magincalda a 448 dias de prisão por envolvimento nocaso. Como ele já passou 450 dias preso, foi solto na própriasexta-feira, mas teve a patente rebaixada para soldado raso. Seis outros militares já foram condenados pelo homicídio emHamdani.

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