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Massacre é 'uma extensão' de operação da Força Aérea síria, diz ONU

Observadores da ONU consideram que a situação em Tremseh ainda é instável

Reuters

13 de julho de 2012 | 14h36

NAÇÕES UNIDAS - Observadores da ONU na Síria descreveram, em um relatório, o ataque a um vilarejo na região de Hama, onde cerca de 220 pessoas teriam morrido, como "uma extensão" de uma operação da Força Aérea Árabe Síria (Saaf). "A situação na província de Hama continua a ser altamente volátil e imprevisível", afirma o relatório da missão de observadores da ONU. "As forças da Saaf continuam a atacar áreas urbanas populosas ao norte da cidade de Hama em larga escala".

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Fontes da oposição disseram que cerca de 220 pessoas, na maioria civis, foram mortas no vilarejo de Tremseh, bombardeado por helicópteros e tanques antes de ser atacada por milicianos que mataram algumas famílias na quinta-feira.

Não há relatos independentes sobre o número ou as circunstâncias das mortes. Caso seja confirmado um alto número de mortos, esta pode ser a maior atrocidade nos confrontos entre rebeldes e as forças do presidente, Bashar Assad, que já duram 16 meses.

De acordo com o relatório, um grupo de observadores militares desarmados da ONU puderam chegar a apenas 6 quilômetros de Tremseh e foram impedidos de se aproximar por integrantes da Saaf, devido a "operações militares".

O grupo observou a situação de diversos locais diferentes ao redor de Tremseh por cerca de oito horas, período em que ouviram mais de 100 explosões, troca de tiros esporádicos e viu nuvens de fumaça branca e preta.

"O grupo recebeu diversas ligações de contatos locais afirmando que 50 pessoas morreram e 150 ficaram feridas em Tremseh", disse o relatório. "Tentativas (do grupo) de contatar o comandante militar local durante este período fracassaram".

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