Médico afirma que Arafat foi infectado com HIV e envenenado

Vírus teria sido introduzido no sangue do palestino momentos antes de sua morte, ocorrida no final de 2004

12 de agosto de 2007 | 15h18

O ex-líder da Autoridade Palestina Yasser Arafat estava contaminado pelo vírus do HIV, informou neste final de semana seu médico pessoal à imprensa jordaniana. O doutor Ashraf al-Kurdi, porém, acrescentou que o palestino não morreu de Aids, mas de envenenamento.   De acordo com o médico, que à época era funcionário do Ministério da Saúde da Jordânia, o vírus fora introduzido na corrente sanguínea de Arafat dias antes de sua morte.   Ele acrescentou que as circunstâncias em torno de sua morte são muito estranhas e suspeitas. "Eu geralmente era chamado para socorrer Arafat imediatamente, mesmo quando sofria de uma mera gripe", disse al-Kurdi, que medicou Arafat durante 18 anos. "Mas quando sua situação médica estava realmente deteriorando-se, decidiram não me chamar mais."   Segundo o médico, a esposa do palestino, Suha, não permitiu que al-Kurdi visitasse seu marido no hospital particular em que estava internado em Paris, onde começou seu tratamento. Além disso, foi negado o acesso ao corpo de Arafat após sua morte.   Apesar disso, o médico não explicou o porque de ter mantido essas informações em segredo até agora. Em setembro de 2005, al-Kurdi contou ao site israelense Haaretz que "qualquer médico diria que (os sintomas de Arafat) eram de envenenamento".   A morte do então líder palestino fora anunciada em 11 de novembro de 2004, quando este tinha 75 anos. Até agora não se sabe qual a causa de sua enfermidade. Jornalistas árabes e formadores de opiniões vêm repetidamente desde então acusam o ex-primeiro-ministro israelense Ariel Sharon de tê-lo envenenado.

Tudo o que sabemos sobre:
Yasser ArafatAids

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.