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Medvedev recebe Putin e Merkel no balneário russo de Sochi

Presidente e premiê visitaram praia e jogaram badminton; com a chanceler, líder discutiu cooperação bilateral

14 de agosto de 2009 | 11h12

 O presidente russo, Dmitri Medvedev, recebeu em sua residência de verão em Sochi, uma dupla visita: a de seu primeiro-ministro Vladimir Putin e da chanceler alemã, Angela Merkel. Com Putin, passeou com o cachorro pelo mar e jogaram badminton. Com Merkel, discutiu a crise econômica e direitos humanos.

 

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Medvedev recebeu Merkel com o objetivo de discutir uma série de medidas para reforçar a cooperação estratégica e sair da crise o mais rápido possível. "Devemos pensar em como o fortalecimento de nossos laços econômicos estratégicos poderia ajudar nossas economias e nossos cidadãos a superar as sequelas desta profunda crise global", disse Medvedev no começo da reunião com Merkel no balneário de Sochi, Mar Negro.

 

O líder russo destacou "um dado positivo (...), a economia alemã começou a se recuperar e isto é, sem dúvida, resultado da política consequente do governo alemão", segundo as agências russas. Merkel sugeriu também tratar de "assuntos internacionais", como os "preparativos para a próxima cúpula do G20 (Grupo dos Vinte, que reúne os países mais ricos e principais emergentes)" nos Estados Unidos.

 

Nas conversas de Sochi, as terceiras consultas russo-germânicas neste ano, "se prestará especial atenção à iniciativa (de Medvedev) de desenhar um tratado de segurança europeia, assim como à elaboração de uma agenda positiva para o diálogo Rússia-Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte)", acrescentou a fonte.

 

 

Outro ponto abordado no encontro com Merkel foi a questão dos direitos humanos. A chanceler destacou a necessidade de investigar a fundo as recentes mortes de ativistas humanitários na Chechênia. Medvedev assegurou que os assassinatos objetivam o fim da estabilidade na situação na área.

 

Medvedev ainda afirmou que as mortes são um "desafio para a direção chechena". "O presidente da República da Chechênia deve fazer tudo o que depender dele para que os assassinos sejam encontrados e castigados".

 

No dia 15 de julho, Natalya Estemirova, que investigava sequestros, assassinatos e outros abusos aos direitos humanos na Chechênia, foi encontrada morta em uma estrada, com ferimentos à bala na cabeça. Nesta semana, outra duas pessoas,  a diretora de uma ONG juvenil e seu marido, foram encontrados mortos dentro de um carro.

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