Mentor do 11/09 esteve no Brasil sem levantar suspeitas

Em 1995, Mohammed ficou 20 dias em Foz do Iguaçu; membro da Al-Qaeda é julgado 7 anos após os atentados

Edson Luiz, de O Estado de S. Paulo,

05 de junho de 2008 | 13h33

O homem acusado de ser o mentor intelectual dos ataques de 11 de setembro de 2001, Khalid Sheikh Mohammed, esteve em Foz do Iguaçu, no Brasil, por 20 dias, um ano após um atentado a um avião nas Filipinas, do qual ele foi apontado como um dos mentores. Mohammed ainda não era apontado, na época, como líder terrorista, o que só se confirmou em 1998.   O FBI, a polícia federal americana, mantinha seu nome no topo de uma lista dos "terroristas mais procurados" pela agência. Mohammed entrou no Brasil no dia 4 de dezembro de 1995, pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos, como turista, com um visto paquistanês. Ele partiu no dia 24 do mesmo mês para a Holanda, pelo Aeroporto do Galeão, no Rio, conforme registro da Polícia Federal e da divisão brasileira da Interpol - Polícia Criminalista Internacional.   No período de permanência no Brasil, Mohammed esteve todo o tempo em Foz do Iguaçu, onde está concentrada uma das maiores colônias árabes do País e onde, suspeitou-se de que estariam células de organizações terroristas. O FBI (a polícia federal americana) e a Interpol descobriram que ele estava entre os terroristas que planejavam bombardear aviões comerciais, a partir de janeiro de 1995, mesmo ano em que esteve em Foz do Iguaçu. O Departamento de Justiça americano pediu ao Brasil um levantamento das atividades do membro da Al-Qaeda, quando descobriu a permanência de Mohammed no País.   Foi só em novembro de 2000, após as explosões nas embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia, é que a Interpol colocou o terrorista na lista de procurados. A Polícia Federal brasileira acredita que, no momento em que esteve no País, Mohammed usava seu nome verdadeiro, e não um dos outros 26 que costumava usar para não ser reconhecido.

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