Mídia israelense noticia ataque iminente contra o Irã

O primeiro-ministro israelense e o ministro da Defesa de Israel gostariam de atacar instalações nucleares do Irã antes da eleição dos EUA em novembro, mas falta apoio crucial dentro do seu gabinete e no Exército, disse um jornal israelense nesta sexta-feira.

DAN WILLIAMS, Reuters

10 de agosto de 2012 | 19h03

A reportagem de capa do jornal mais vendido do país, o Yedioth Ahronoth, veio em meio a crescentes especulações --alimentado por vazamentos de informações na mídia do governo e de seus detratores, em casa e no exterior-- que a guerra com o Irã poderia ser iminente, embora possa romper os fortes laços entre Israel e Estados Unidos.

"Se dependesse de Benjamin Netanyahu e Ehud Barak, um ataque militar israelense sobre as instalações nucleares do Irã aconteceria nos próximos meses de outono, antes da eleição de novembro nos Estados Unidos", afirmou o Yedioth, em um artigo de seus dois comentaristas mais experientes, que pareceu utilizar conversas com o ministro da Defesa, mas não incluía citações diretas.

Porta-vozes do primeiro-ministro Netanyahu e Barak recusaram-se a comentar.

O jornal disse que os líderes israelenses não conseguiram conquistar outros ministros de segurança para um ataque contra o Irã agora, com um pano de fundo de contestações por parte das Forças Armadas, dado os grandes obstáculos táticos e estratégicos que tal operação teria de enfrentar.

"O respeito que no passado formou uma aura em torno de primeiros-ministros e ministros da Defesa e ajudou a reunir uma maioria para decisões militares, se foi, não há mais", disse o Yedioth. "Ou as pessoas estão diferentes, ou a realidade é diferente."

Israel há muito tempo ameaça atacar seu arquiinimigo, vendo uma ameaça mortal nos avanços nucleares iranianos. O governo dos EUA exortou Israel a dar à diplomacia mais tempo.

O discurso sobre a guerra que, em parte, pretende endurecer as sanções contra o Irã --que nega buscar a fabricação de uma bomba e diz que seu programa nuclear é para fins pacíficos-- por parte das potências mundiais cautelosas com um conflito.

Israel e Estados Unidos têm procurado minimizar publicamente suas diferenças, com os norte-americanos dizendo que a força militar seria uma última opção contra o Irã.

Mas o presidente dos EUA, Barack Obama, candidato à reeleição em novembro, aconselhou contra o que ele consideraria um unilateralismo prematuro israelense. Recentemente ele enviou altos funcionários para tentar cerrar fileiras com o Netanyahu conservador.

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