Milhares de iraquianos protestam contra acordo com EUA

Seguidores de Moqtada al-Sadr manifestam-se contra pacto que regula presença de tropas americanas no país

EFE,

18 de outubro de 2008 | 06h19

Milhares de seguidores do clérigo xiita Moqtada al-Sadr saíram neste sábado, 18, às ruas de Bagdá para protestar contra o acordo de segurança negociado pelas autoridades iraquianas com os Estados Unidos para definir o futuro da presença das forças americanas no Iraque. Segundo fontes policiais consultadas pela Agência Efe, a manifestação começou no bairro de Cidade de Sadr, o principal bastião deste grupo na capital.   Veja também: Casa Branca discute plano para Iraque com Obama e McCain   Foto: AP   "Milhares de pessoas participam da manifestação para exigir o fim da ocupação americana no Iraque e expressar sua rejeição ao acordo de segurança a longo prazo que está previsto para ser assinado pelo Iraque e os EUA", disse uma fonte que pediu para não ser identificada.   As fontes policiais disseram ainda que os manifestantes se reuniram na praça Palestina, onde exibem bandeiras iraquianas e cartazes nos quais expressavam sua rejeição aos EUA e ao acordo. "Vim da cidade de Samarra (120 quilômetros ao norte de Bagdá) para participar desta manifestação, que mostra o consenso do Iraque em seu desejo de que as tropas americanas de ocupação devem abandonar o país", disse à Efe um iraquiano que se identificou como Ibrahim Nazami.   Foto: AP   Analistas locais consideram que, com esta mobilização, Sadr tenta demonstrar o poder de convocação que tem entre a população iraquiana, além de aproveitar o ambiente de rejeição popular à presença militar americana e ao pacto de segurança.   Os governos de Iraque e EUA estão há vários meses negociando um acordo que regule a presença das tropas americanas no país árabe após dezembro, quando expira o mandato outorgado pela ONU às forças americanas.   Foto: Reuters   Os principais dirigentes iraquianos se reuniram na quinta-feira passada para estudar a minuta sobre o pacto de segurança antes de ser enviado aos grupos parlamentares, enquanto o governo dos EUA iniciou consultas sobre o mesmo com membros do Congresso e os candidatos à Casa Branca.   (Matéria atualizada às 9h20)  

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