Milhares participam de funeral de vítimas de ataque em Israel

Governo diz que não interromperá negociações de paz após palestino armado invadir seminário e matar oito

Agências internacionais,

07 de março de 2008 | 07h20

Milhares de pessoas participam na manhã desta sexta-feira, 7, do cortejo fúnebre pelos oito estudantes mortos no atentado de quinta-feira em seminário judaico em Jerusalém. Segundo o governo israelense, o ataque promovido por um palestino não vai interromper as negociações de paz.  Veja também:Tiroteio em seminário mata 8 em JerusalémGrupo desconhecido reivindica atentadoBush diz 'estar firme' com IsraelAtentado foi o pior dos últimos 2 anosFrança condena ataque 'com a máxima firmeza' Os participantes se reuniram no começo da manhã no seminário Merkaz Harav, o centro religioso que foi palco do ataque de um morador da parte leste (árabe) da cidade, que abriu fogo contra as vítimas com uma arma automática antes de ser abatido. Fontes policiais informaram que as medidas de segurança em torno de Jerusalém foram fortalecidas, em função do temor de que ocorram mais atentados durante o funeral. As medidas de segurança eram perceptíveis especialmente na parte velha da cidade, também para evitar distúrbios populares por causa da oração nas mesquitas durante a celebração da Sexta-Feira Santa muçulmana. O governo do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, qualificou o atentado de "massacre", mas advertiu que prosseguirá com o processo de negociação ao lado do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, que condenou o ataque. Segundo a Rádio Pública de Israel, o autor do atentado, o mais sangrento desde 2004 em Jerusalém, é um árabe de cidadania israelense. De acordo com o governo israelense, o atacante palestino foi morto depois de ter aberto fogo com um rifle AK-47 dentro da biblioteca no seminário no oeste de Jerusalém, onde estavam cerca de 80 pessoas. Ele seria residente da área, conforme testemunhas. No entanto, segundo a BBC, Israel condenou o grupo palestino rival, Hamas, que considerou o ataque uma "reação natural" às ações militares israelenses na Faixa de Gaza na semana passada, que deixaram mais de 120 palestinos mortos. "Aqueles que celebram esses assassinatos mostraram ser inimigos não apenas de Israel, mas da paz e da reconciliação", disse Mark Regev, porta-voz do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert. A comunidade árabe com cidadania israelense tinha organizado nos últimos dias várias manifestações em protesto pela operação militar do Estado judeu em Gaza, que começou na quarta-feira passada e durou seis dias, custando a vida de mais de 125 palestinos, a metade civis.

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