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Milícia de al-Sadr estende cessar-fogo por mais 6 meses

Líder do Exército Mahdi afirma que decisão dá nova oportunidade ao governo para acabar com a violência

Agências internacionais,

22 de fevereiro de 2008 | 09h06

O clérigo iraquiano Muqtada al-Sadr, líder da milícia xiita, ordenou nesta sexta-feira, 22, a continuidade do cessar-fogo do grupo por mais 6 meses. A facção é uma das responsabilizadas pela violência sectária que atingiu o Iraque antes da trégua imposta no fim de agosto. A mensagem foi anunciada durante as orações desta sexta-feira e exige que membros do grupo não ataque grupos armados inimigos ou as Forças Armadas internacionais em missão no Iraque. A trégua convocada em agosto foi um dos fatores de redução da onda de violência no país. Militares americanos chegaram a reconhecer publicamente a contribuição na estabilidade do país. Em sua mensagem lida nas mesquitas, Sadr disse que a decisão de prorrogar a trégua é porque quer dar uma nova oportunidade ao governo do primeiro-ministro xiita, Nouri al-Maliki, para acabar com a violência sectária que assola o país. A decisão ocorre pouco antes de terminar a trégua declarada em agosto do ano passado, depois que confrontos travados em 27 e 28 daquele mês entre os milicianos xiitas e a polícia acabaram com 52 mortos na cidade santa xiita de Karbala, cerca de 110 quilômetros ao sul de Bagdá. O Exército Mahdi foi criado pelo clérigo xiita em 2004 em resposta a uma grande ofensiva americana contra seus simpatizantes. No mesmo ano, a milícia, ainda com poucos recursos, travou violentas batalhas contra as tropas dos EUA em Najaf, ao sul do Iraque, e em Cidade de Sadr, bairro de Bagdá que serve de reduto aos fiéis do clérigo. A milícia foi acusada de execuções, seqüestros, ataques a mesquitas e à comunidade sunita, especialmente após o bombardeio, em fevereiro de 2006, contra o mausoléu xiita de Samarra.

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