Militantes islâmicos sírios ligados à Al Qaeda entram em cidade sob controle de Assad

Militantes islâmicos ligados à Al Qaeda entraram em Idlib, no norte da Síria, nesta segunda-feira, abrindo uma nova frente de batalha em uma cidade sob controle das forças do presidente sírio, Bashar al-Assad, há mais de ano, declararam os dois lados da disputa.

REUTERS

27 de outubro de 2014 | 13h15

A televisão estatal disse que os militantes da Frente Al-Nusra infiltraram-se em Idlib de madrugada e foram confrontados por tropas e milícias pró-governo. A Frente Al-Nusra afirmou que seus combatentes mataram dezenas de pessoas, incluindo autoridades, nos ataques e que ocuparam edifícios.

Em 2012 outros grupos rebeldes, incluindo o Exército Livre da Síria, apoiado pelo Ocidente, assumiram o controle de partes de Idlib brevemente, mas foram repelidos pelo Exército regular.

Assad, que combate uma variedade de grupos insurgentes em meio à guerra civil, perdeu a maior parte do norte e do leste do país, mas manteve uma extensão de terra que vai da capital, Damasco, no sudoeste até a cidade de Aleppo, no nordeste.

Nos últimos três meses a Frente Al-Nusra fez avanços nestas áreas, nas Províncias de Deraa e Quneitra, no sul, e agora na província de Idlib.

Referindo-se ao embates desta segunda-feira, a Frente Al-Nusra relatou em sua conta em uma mídia social que suas forças interromperam a rota de suprimentos para Idlib, tomaram o prédio do governo e dois tanques e capturaram 12 soldados.

Uma coalizão liderada pelos Estados Unidos está bombardeando o Estado Islâmico, uma dissidência sunita radical da Al Qaeda que combate Assad, a Frente Al-Nusra, curdos sírios e tribos sunitas e ocupou territórios sírios.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, sediado em Londres, afirmou que a força aérea síria realizou 600 ataques aéreos, usando inclusive bombas-barril (recipientes contendo óleo cheios de explosivos e estilhaços) lançadas de helicópteros, durante a semana passada.

Cerca de 180 civis, entre eles mais de 50 crianças, foram mortos nos ataques, disse a entidade.

(Por Oliver Holmes)

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