Militantes matam 27 em nova onda de violência no Iraque

Al-Qaeda convoca ofensiva durante mês sagrado muçulmanos e promete novos ataques no país

DOMINIC EVANS E PAUL TAIT, REUTERS

16 de setembro de 2007 | 10h20

Supostos militantes da Al-Qaeda mataram neste domingo, 16 , 14 pessoas a tiros na cidade de Muqdadiya, ao norte de Bagdá, onde a maioria da população é árabe sunita, e incendiaram pelo menos 12 lojas no local, disse a polícia iraquiana. Na onda de violência iniciada depois que a Al-Qaeda prometeu intensificar os ataques durante o Ramadã, um homem bomba matou seis pessoas em um café na cidade de Tuz Khurmato, norte do Iraque. Em Bagdá, sete pessoas foram mortas em três explosões. O grupo Estado Islâmico no Iraque, liderado pela Al-Qaeda, disse no sábado que lançaria uma nova fase de ataques para marcar o mês sagrado muçulmano do Ramadã, que começou na semana passada. Uma campanha de violência contínua deve abalar as alegações dos Estados Unidos e do Iraque de que os sete meses de ação de segurança minaram as operações da Al Qaeda na capital e nos seus arredores. Na semana passada, o presidente dos EUA, George W. Bush, anunciou uma retirada de cerca de 20.000 soldados até julho. Ele afirmou que os cortes foram possíveis porque as forças norte-americanas fizeram progresso significativo e que "a vida comum está começando a voltar" a Bagdá. Uma autoridade dos EUA disse neste domingo que a Al Qaeda foi "neutralizada dentro de Bagdá" e atingida em outras partes do país. Mas afirmou que o grupo ainda é uma ameaça. "A Al Qaeda continua perigosa e continua capaz de fazer ataques significativos. O número de mortes de civis é muito alto", disse em coletiva de imprensa o brigadeiro-general Joe Anderson, comandante das forças multinacionais no Iraque. PrisãoMilitares dos EUA anunciaram também neste domingo que prenderam Fallah Al Jumayli, suspeito de ser militante da Al Qaeda e responsável pelo assassinato, na semana passada, de um importante líder tribal sunita na província de Anbar. Abdul Sattar Abu Risha, que se reuniu com Bush há duas semanas em Anbar, foi morto na quinta-feira em um ataque à bomba perto de sua casa. Ele liderava uma aliança de tribos árabes sunitas que atuavam com tropas dos EUA para repelir a Al Qaeda da vasta área desértica. "Relatos da inteligência indicam que Al Jumayli está envolvido em um plano para matar líderes tribais importantes", disse o comunicado dos EUA. O grupo Estado Islâmico no Iraque, considerado parte da Al Qaeda no país, advertiu que atingirá outros líderes tribais que cooperarem com as forças de segurança. (Reportagem adicional de Waleed Ibrahim, Aseel Kami e Mussab Al-Khairalla)

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