Militantes queriam explodir mesquita de Kerbala, diz Maliki

Homens armados teriam tentado controlar a área em torno da mesquita do Imã Hussein durante festival xiita

REUTERS

29 de agosto de 2007 | 19h41

O primeiro-ministro do Iraque, o xiita Nuri al-Maliki, disse nesta quarta-feira, 29, que militantes envolvidos na violência na cidade de Kerbala queriam explodir a mesquita do Imã Hussein, um dos locais mais sagrados para os xiitas no mundo todo.   Veja Também Oficial responsável por Abu Ghraib é absolvido Clérigo suspende atividades de milícia Governo diz ter restaurado ordem em Kerbala Bush deve pedir US$ 50 bi para o Iraque A polícia disse que homens armados tentaram na terça-feira controlar a área em torno dessa mesquita e da do Imã Abbas, no auge de uma festividade xiita nessa cidade do sul do Iraque. As mesquitas, próximas uma da outra, são o epicentro de um evento que atrai centenas de milhares de peregrinos."Pela nossa investigação inicial, encontramos alguma evidência de quem fez esse ato. A intenção deste ano era invadir a mesquita do Imã Hussein e explodi-la", disse Maliki, na própria mesquita, em declarações transmitidas pela TV.Maliki acrescentou que todas as casas na cidade, que é sagrada para os xiitas, serão vasculhadas como parte da investigação.Na terça-feira, a área perto das mesquitas esteve sob fogo pesado, segundo o responsável pelos santuários. Os confrontos durante a terça-feira em Kerbala mataram 52 pessoas e deixaram centenas de feridos.Aparentemente, o confronto envolvia seguidores de dois importantes grupos políticos xiitas, o Conselho Supremo Islâmico Iraque, que controla a polícia na maior parte do sul do país, e o bloco do clérigo radical Moqtada al-Sadr e sua milícia Exército Mehdi.

Tudo o que sabemos sobre:
IRAQUEKERBALAEXPLODIR

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.