Militar dos EUA no Iraque é condenado por documentos secretos

Segundo promotor, material poderia ser usado para prejudicar os americanos ou beneficiar outras nações

MUSSAB AL-KHARAILLA, REUTERS

19 de outubro de 2007 | 10h06

Uma corte marcial considerou culpado, nesta sexta-feira, 19, um militar norte-americano de alta patente por posse ilegal de documentos secretos. Ele ainda foi condenado por ter uma relação inapropriada com uma intérprete iraquiana e por não obedecer uma ordem. O tenente-coronel William Steele, 52, ex-comandante da polícia militar que supervisionou a detenção de Saddam Hussein antes da execução do líder iraquiano, em 30 de dezembro de 2006, foi absolvido da acusação mais grave de ter ajudado o inimigo. O promotor, capitão Michael Rizzotti, afirmou à corte que quase 12 mil documentos secretos foram encontrados durante uma busca na área em que Steele vivia em Camp Victory, a vasta base militar dos EUA em Bagdá. "(São) documentos que, se caíssem nas mãos erradas, poderiam ser utilizados para prejudicar os Estados Unidos ou como benefício a uma nação estrangeira. Ele não tinha autoridade para pegar esses documentos", disse.

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