Militar israelense é acusado de tentar espionar para o Irã

Imprensa afirma que médico do Exército teria oferecido espionagem também para a Rússia e o Hamas

Efe,

23 de novembro de 2007 | 14h26

Um médico psiquiatra que servia como major do Exército israelense foi acusado nesta sexta-feira, 23, pelo tribunal do distrito de Tel Aviv, de tentativa de espionagem e de ter oferecido informações aos agentes iranianos e russos, além do Hamas, segundo a imprensa local. David Shamir, de 45 anos, confessou as acusações, entre as quais está também a ter pedido dinheiro em troca dos serviços de espionagem. O médico é acusado de manter contatos com agentes estrangeiros, entre eles do Irã, país considerado inimigo, e de obstrução à Justiça. O auto do processo indica que o oficial tinha acesso a informações confidenciais durante seus serviços como reservista, incluindo planos de emergências do corpo médico, dispositivos de desdobramento dos equipamentos médicos do Exército, a situação dos centros do comando e os programas para a retirada de civis durante ataques de mísseis. Shamir supostamente manteve contatos com o Ministério de Exteriores iraniano em abril de 2007, ao qual ofereceu seus serviços como membro do Exército israelense e como civil. Em agosto deste ano, o médico supostamente enviou material por fax de sua casa, em Israel, ao Consulado Iraniano no Reino Unido e na Turquia, novamente oferecendo seus serviços a Teerã. Nos dois casos, Shamir não recebeu resposta, e voltou a oferecer seus serviços em outubro. A ata de acusação afirma que ele entrou em contato em novembro com a Universidade Al-Azhar de Gaza, regida pelo movimento islâmico Hamas, e expressou seu desejo de "fazer parte da luta" contra Israel. Shamir também é acusado de ter entrado em contato com os serviços de inteligência russos, perguntando sobre o processo de recrutamento de espiões e expressando seu desejo de servir a essa organização.

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