Militares americanos são acusados de 'fisgar' iraquianos

Franco-atiradores do Exército denunciam programa para atrair possíveis suspeitos com armas e matá-los

Agências internacionais,

25 de setembro de 2007 | 09h30

Franco-atiradores do Exército americano, responsáveis por perseguir insurgentes no Iraque, teriam ordens de atrair seus alvos com materiais suspeitos, tais como cabos de detonação, e eliminar os interessados. De acordo com o advogado de defesa de um dos soldados acusados de plantar evidências em uma das vítimas, o sargento Evan Vela teria agido "conforme ordens"."Nós acreditamos que nosso cliente não fez mais do que lhe foi instruído por seus superiores", disse Gary Myers na segunda-feira, 24.Além do representante judicial do militar acusado, o pai de Vela, Curtis Carnahan, disseram em entrevistas separadas que os testemunhos de outros dois acusados em casos semelhantes contra franco-atiradores indicaram que o Exército teria um programa que encorajava os soldados a "fisgar" alvos potenciais e matá-los.O Exército americano negou a existência do programa na segunda-feira. Segundo o porta-voz Paul Boyce, "para prevenir que o inimigo aprenda as nossas táticas, técnicas e procedimentos de treinamento, não discutimos métodos específicos de combate ao inimigo".Boyce disse ainda que não existe nenhum programa que autorize o assassinato de civis iraquianos ou o uso de armas leves para justificar legalmente as mortes, acusação que Vela e outros dois franco-atiradores respondem na justiça.A transcrição do testemunho dos outros dois acusados faz referências aos métodos do programa que permitiria atrair suspeitos. O jornal americano The Washington Post, que foi o primeiro a noticias a existência do método, cita um depoimento do capitão Matthew P. Didier."Fisgar o inimigo seria oferecer um objeto que sabemos que ele poderia utilizar com a intenção de destruir o inimigo". "Basicamente, disponibilizamos o item e aguardamos. Se alguém encontrá-lo, pegá-lo e deixar o local levando o objeto, nós entendemos como um sinal de que o indivíduo poderia usá-lo contra as forças americanas".

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