Ministro alemão diz a jornal que reinado de Gaddafi acabou

O ministro das relações exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle, disse nesse sábado que acreditava que Muammar Gaddafi não seria capaz de permanecer no poder após responder de maneira brutal à revolta popular na Líbia, e que seu reinado acabou.

REUTERS

26 de fevereiro de 2011 | 17h55

Em um artigo que será publicado na edição de domingo do jornal Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung, ele criticou a União Europeia por não agir rapidamente para impor sanções contra Gaddafi.

"A família governante que conduz uma guerra de forma tão irracional contra seu próprio povo acabou. O ditador não pode ficar", disse o ministro. "Inicialmente, a União Europeia foi muito hesitante", adicionou.

Um comunicado divulgado pelo gabinete da chanceler alemã Angela Merkel no sábado disse que ela havia conversado por telefone com o presidente norte-americano Barack Obama sobre a Líbia e ambos concordaram que Gaddafi perdeu toda a legitimidade e "suas ações contra seu próprio povo deve finalmente acabar."

O comunicado acrescentou ainda que os dois líderes esperavam que as sanções passassem rapidamente pelo Conselho de Segurança da ONU.

A manutenção de Gaddafi no poder parecia cada vez mais difícil neste sábado em face da revolta que colocou grande parte do leste país, grande produtor de petróleo, incluindo Banghazi, segunda maior cidade do país, nas mãos de opositores.

Os governos da União Europeia chegaram a um acordo na sexta-feira sobre a imposição de um embargo de armas, congelamento de bens e a proibição de viagens à Líbia, mas uma decisão formal será tomada no início da próxima semana.

(Reportagem de Brian Rohan)

Tudo o que sabemos sobre:
LIBIAALEMANHA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.