Ministro da Defesa de Israel viaja ao Egito em clima de tensão

Denúncias sobre o contrabando de armas egípcias para milicianos de Gaza causaram desconforto

EFE

26 de dezembro de 2007 | 06h41

O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, viaja nesta quarta-feira ao Egito para se reunir com o presidente Hosni Mubarak em um clima de tensão causado pelas denúncias sobre o contrabando de armas egípcias para milicianos de Gaza. Desde a retirada militar israelense da Faixa de Gaza, em 2005, os milicianos palestinos receberam, geralmente por túneis, 20 mil fuzis, 6 mil foguetes antitanque e 100 toneladas de explosivos, segundo fontes militares. O território está sob controle do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) há seis meses. O contrabando, segundo fontes governamentais, será um dos assuntos da agenda de Barak. Ele vai se reunir com autoridades egípcias, como o ministro da Defesa, Muhamad Tantawi, e o chefe dos Serviços de Segurança, Omar Suleiman, na localidade de Sharm el-Sheikh. A ministra de Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni, criticou duramente esta semana, no Parlamento (Knesset), a suposta ineficácia das autoridades egípcias para impedir o contrabando. "Estamos insatisfeitos porque o contrabando aumenta e se intensifica devido à atitude das autoridades egípcias na fronteira", disse uma funcionária do escritório do porta-voz do Ministério. O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores egípcio, Huzam Zaki, em declarações à imprensa israelense, respondeu que Livni "não tem nada a ver com o problema do contrabando" e que "é Barak quem decide em assuntos de segurança". Barak afirmou em Jerusalém que "a paz com o Egito", assinada em 1979, "é um valor estratégico" para Israel. Foi o primeiro tratado de paz de Israel com um país árabe. Outra missão do ministro israelense será pedir a mediação do Egito para uma troca de prisioneiros palestinos pelo soldado Gilad Shalit, seqüestrado por milicianos palestinos há um ano e meio.

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