Ministro da Defesa diz que Israel responderá à morte de soldado

Militar israelense morre e outros três ficam feridos em explosão de patrulha na região da fronteira com Gaza

Agência Estado e Associated Press,

27 de janeiro de 2009 | 12h04

O ministro de Defesa israelense, Ehud Barak, afirmou que Israel "responderá" ao ataque que matou nesta terça-feira, 27, um soldado na fronteira na Faixa de Gaza. O Exército confirmou que um de seus militares foi morto e outros três foram feridos em uma explosão contra uma patrulha. O ataque marca o primeiro confronto sério na área desde o início de um cessar-fogo, no dia 18, que encerrou uma ofensiva de 22 dias de Israel contra o grupo militante palestino Hamas em Gaza.   Veja também: Soldado israelense morre em explosão na fronteira de Gaza Hamas nega querer controlar fundos para reconstruir Gaza Linha do tempo dos ataques em Gaza  Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel  História do conflito entre Israel e palestinos  Imagens das crianças em meio à destruição em Gaza    Tropas israelenses cruzaram a fronteira de Gaza em busca dos agressores. Não estava claro se a bomba havia sido colocada no local após o cessar-fogo. Nenhum grupo militante assumiu a responsabilidade pelo fato, porém um líder do Hamas demonstrou apoio ao ataque. "Este foi um ataque sério. Não podemos aceitá-lo", afirmou em nota do Ministério, ressaltando que não seria apropriado dizer como.   Os militares israelenses afirmaram que a bomba tinha como alvo uma patrulha do país perto da comunidade fronteiriça de Kissufim. Desde o fim da ofensiva de 22 dias contra o grupo militante palestino Hamas, Israel disse que reagirá a qualquer ataque vindo de Gaza. No que parece ser um incidente sem relação com o ataque, funcionários do setor de segurança palestino afirmaram que tropas israelenses perto da fronteira atiraram e mataram um homem de 27 anos e feriram outros dois. O médico Moaiya Hassanain, do Ministério da Saúde de Gaza, disse que o homem morto era um fazendeiro. Os militares ainda não haviam comentado o caso.   Israel fechou suas fronteiras com Gaza ao auxílio humanitário, após abri-las rapidamente na manhã de terça-feira. O funcionário da fronteira em Gaza Raed Fattouh disse que funcionários israelenses afirmaram que a restrição foi imposta por causa do ataque. Israel e os militantes de Gaza têm respeitado o cessar-fogo desde o fim da ofensiva israelense, com o objetivo declarado de interromper o lançamento de foguetes em seu território. Israel anunciou um cessar-fogo unilateral no dia 17, seguido por anúncio similar dos militantes de Gaza no mesmo dia.   O Egito tenta mediar um acordo de longo prazo para dar tranquilidade ao território costeiro onde vivem 1,4 milhão de pessoas. Gaza é controlada pelo Hamas desde junho de 2007. A ofensiva israelense matou cerca de 1.300 palestinos, mais da metade deles civis, de acordo com registros do Centro Palestino pelos Direitos Humanos. No mesmo período morreram 13 israelenses por causa da violência.

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