Ministro do Interior do Hamas foi morto, dizem israelenses

Said Siam, um dos cinco líderes mais importantes do grupo, escondia-se na casa de irmão, segundo militares

Agência Estado e Associated Press,

15 de janeiro de 2009 | 14h52

Funcionários do setor de segurança de Israel afirmaram nesta quinta-feira, 15, que um alto membro do grupo militante Hamas foi morto na Faixa de Gaza. Segundo as fontes, Said Siam foi morto enquanto se escondia na casa do irmão, na Cidade de Gaza. Siam é considerado um dos cinco mais importantes líderes do Hamas. Ele era ministro de Interior do grupo em Gaza. A informação sobre a morte foi confirmada por militares e membros do serviço secreto israelense. Veja também:Israel bombardeia sede da ONU na Faixa de GazaIsrael ataca Cidade de Gaza em meio a esforços por trégua Número de mortos em Gaza já passa de mil Conflito em Gaza vira guerrilha urbana Secretário-geral da ONU apela por trégua Especial traz mapa com principais alvos em Gaza  Linha do tempo multimídia dos ataques em Gaza Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos   Veja imagens de Gaza após os ataques    O líder do Hamas era também bastante temido, pois seu posto incluía o comando de milhares de agentes de segurança. As fontes disseram que o local foi atacado após as forças receberem informação de que Siam estaria ali. A inteligência israelense acredita que ele está morto. Funcionários do setor médico palestino confirmaram o ataque, porém não houve declaração do Hamas sobre Siam. Ainda nesta quinta, Israel negou que tenha tomado qualquer decisão sobre a proposta do Egito por um cessar-fogo na Faixa de Gaza. Inicialmente, uma fonte egípcia em Cairo disse que o governo israelense respondeu favoravelmente à proposta. "Nós estamos falando com o Egito. Hoje à noite Amos Gilad voltará, fará um relato e então nos decidiremos", afirmou o porta-voz do governo, Mark Regev. Gilad é um alto funcionário do Ministério da Defesa de Israel, enviado ao Egito pelo governo israelense para tratar de um possível pacto. Um alto funcionário israelense disse à agência France Presse que o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, fez comentários similares à secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, em uma conversa por telefone. "Israel está esperando o retorno de Amos Gilad do Egito para decidir sobre como pode ser feito algum progresso", disse Olmert, segundo a fonte. Israel lançou a ofensiva na Faixa de Gaza em 27 de dezembro e já foram mortos mais de mil palestinos durante os ataques. Treze israelenses morreram no mesmo período.

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