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Ministro ganha pontos em eleição israelense, oposição lidera

O Partido Trabalhista do ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, muito atrás nas pesquisas de opinião que antecedem as eleições de 10 de fevereiro, ganhou pontos durante a guerra na Faixa de Gaza que Barak ajudou a conduzir, mas aparentemente não o suficiente para derrotar os rivais. Pesquisas recentes previram que o partido do Trabalho, de centro-esquerda, conquistaria 17 das 120 cadeiras no Parlamento --o dobro do previsto pelas pesquisas anteriores-- mas o Likud do ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, de direita, ainda está à frente. O Likud deverá conseguir 29 cadeiras, com o partido de centro Kadima, liderado pela ministra das Relações Exteriores Tzipi Livni, ficando com 27, de acordo com as pesquisas mais recentes, publicadas em 9 de janeiro. O partido que consegue o maior número de cadeiras é geralmente encarregado de formar um novo governo. A popularidade do Kadima foi abalada pelo descontentamento público após a retirada israelense de Gaza em 2005 e pelos escândalos que forçaram Ehud Olmert a renunciar como líder do partido e primeiro-ministro. Olmert tem sido o primeiro-ministro interino até que um novo governo seja formado depois das eleições do mês que vem. O apoio público dos israelenses à ofensiva lançada por Israel na Faixa de Gaza em 27 de dezembro foi forte, apesar de que o Hamas continuou a lançar foguetes durante a operação aérea e terrestre. "Não basta para tornar Barak primeiro-ministro, mas isto quase garante que ele tenha um alto posto no próximo governo", disse o cientista político Hani Zubida do Centro Interdisciplinar de Israel. Barak, um ex-chefe de operações das Forças Armadas e o soldado israelense mais condecorado, é amplamente considerado como o arquiteto da campanha militar na Faixa de Gaza. Como primeiro-ministro entre 1999 e 2001, Barak não conseguiu assinar a paz com os palestinos e com a Síria, e sua popularidade despencou.

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