Ministro iraniano defende segregação sexual nas universidades

O ministro da Ciência do Irã pediu às universidades que imponham estritamente a segregação sexual em suas unidades, alegando que a permissão para que homens e mulheres se misturem nas aulas é um sinal da influência dos valores ocidentais, informou a mídia local nesta quarta-feira.

REUTERS

09 de fevereiro de 2011 | 11h49

Leis rígidas adotadas no Irã depois da Revolução Islâmica, em 1979, vetam o contato entre homens e mulheres, mas a imposição dessas normas varia amplamente no país.

Políticos conservadores pedem com frequência a estrita observância das leis.

"O problema é que nossas universidades foram erguidas com base em valores ocidentais... que não são compatíveis com nossos valores islâmico-iranianos", disse o ministro da Ciência, Kamran Daneshjou, segundo informou o diário Javan.

A segregação afeta algumas instâncias da vida cotidiana no Irã. Mulheres têm de viajar na parte de trás dos ônibus e visitar parques públicos nos quais homens não podem entrar.

Mas a maioria das salas de aula nas universidades não é segregada.

"A lei de segregação dos sexos tem de ser posta em prática se não provocar a paralisação das atividades rotineiras", declarou Daneshjou.

O ministro sugeriu que homens e mulheres usem áreas como laboratórios e salas de computadores em horários diferentes, se não for possível criar instalações separadas.

(Por Reza Derakhshi)

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