Ministro israelense cogita nova trégua em Gaza

Israel pode adotar uma nova trégua com o Hamas na Faixa de Gaza, disse um ministro israelense nesta segunda-feira, mudando o tom após uma semana de ameaças crescentes contra o grupo islâmico palestino. Uma trégua de seis meses acabou na sexta-feira, com um aumento nos incidentes na fronteira. Israel disse que uma ofensiva mais ampla está sendo preparada, e os principais candidatos à sucessão do primeiro-ministro Ehud Olmert na eleição de 10 de fevereiro prometem derrubar o Hamas se forem os escolhidos. Mas um membro do gabinete de segurança questionou a eficácia de longo prazo de uma ação militar no miserável e superpopuloso território litorâneo, e que uma nova trégua, depois da que foi mediada pelo Egito, poderia ser uma opção. "A calma, naturalmente, é uma alternativa, e é uma alternativa que pode ser seriamente examinada", disse o ministro do Bem-Estar, Isaac Herzog, à Rádio Israel. "Eu, como muitos dos meus colegas, estou pronto para considerar a continuação da calma, nos termos que forem confortáveis para Israel." O Hamas, que oficialmente prega a destruição de Israel, mas já admitiu no passado a suspensão de hostilidades como parte de um acordo de longo prazo, rejeitou as declarações de Herzog. "Não buscamos calma, e nunca buscaremos ou pediremos a ninguém por sua retomada ou renovação", disse Fawzi Barhoum, porta-voz do Hamas. "Nosso foco agora é fortalecer a frente da resistência, proteger o povo palestino e confrontar qualquer possível agressão sionista." Durante a trégua, o Hamas acusou Israel de má-fé por manter fechados os acessos a Gaza, causando dificuldades aos 1,5 milhão de habitantes. Israel diz que fechou a fronteira, interrompendo os fluxos comerciais e humanitários, devido a ameaças de ataque contra seu território. Muitos israelenses se mostraram indignados pela falta de avanços, durante a trégua, nas negociações para a devolução de um soldado sequestrado em Gaza. Desde o fim da trégua, dezenas de morteiros e foguetes de curto alcance, a maioria de propriedade do grupo Jihad Islâmica, foram disparados de Gaza contra Israel. No fim de semana, um bombardeio israelense matou um militante palestino. (Reportagem adicional de Nidal al-Mughrabi, em Gaza)

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