Ministro israelense defende adoção de lei judaica pelo Estado

Yaakov Neeman causa polêmica ao dizer que a bíblia contém a solução completa para todos os problemas

08 de dezembro de 2009 | 09h54

O ministro da Justiça de Israel, Yaakov Neeman, defendeu na segunda-feira, 7, que leis religiosas judaicas devem ser implementadas pelo Estado de Israel, o que detonou uma polêmica no país.

"A bíblia contém a solução completa para todos os problemas com os quais estamos lidando', disse Neeman em uma conferência de rabinos.

Seus comentários foram bem recebidos por alguns rabinos, mas criticados por membros da oposição.`"É um processo preocupante de talibanização de Israel", disse o deputado Haim Oron.

Nesta terça, o gabinete de Neeman disse que o ministro havia falado apenas de modo geral sobre a importância da lei judia para o Estado.  Um porta-voz do premiê Benjamin Netanyahu não quis comentar o caso.

 

A instituição de leis religiosas em um Estado democrático é particularmente sensível em Israel, um Estado secular que marca o sábado judaico e outras datas religiosas como feriados nacionais.

 

Além disso questões como casamento e divórcio sempre estiveram a cargo de autoridades rabínicas.

Israelenses seculares temem que uma aplicação mais ampla da lei religiosa os impediria de dirigir, fazer compras ou até mesmo de assistir à televisão nos sábados.

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