Ministro israelense defende troca de povoados com palestinos

Para Lieberman, concessões territoriais levarão a uma escalada e a uma intensificação do terrorismo

Efe,

06 de setembro de 2007 | 06h16

O ministro de Assuntos Estratégicos de Israel, Avigdor Lieberman, considera um erro a devolução aos palestinos de territórios ocupados, e defende uma troca de povoados para solucionar o conflito do Oriente Médio. Num manifesto dirigido ao seu partido, o Israel Beiteinu ("Israel é nossa casa"), cujo conteúdo o jornal Ha'aretz antecipa nesta quinta-feira, 6, Lieberman afirma que "o princípio de paz por territórios é um equívoco que induz ao erro e está destinado ao fracasso". "As concessões territoriais não conduzem à paz. Pelo contrário, levarão a uma escalada e a uma intensificação do terrorismo, como vimos no Líbano e na Faixa de Gaza", acrescenta. A fórmula de paz em troca dos territórios ocupados por Israel na guerra de 1967 foi consagrada na conferência de paz sobre o Oriente Médio realizada em Madri, em 1991, como base para que os dois povos em conflito cheguem a um entendimento. Lieberman, da direita nacionalista e membro da coalizão do governo, é um dos ministros de Estado que criticam a política de paz do primeiro-ministro, Ehud Olmert. Segundo Lieberman, muito popular entre israelenses oriundos da extinta União Soviética, a solução do conflito com os palestinos passa por uma troca de povoados entre Israel e um futuro Estado palestino na Cisjordânia e Gaza. Pela proposta do ministro, a minoria árabe residente em Israel, com mais de um milhão de habitantes, passaria a fazer parte do Estado palestino. Já os colonos israelenses no território da Cisjordânia, centenas de milhares, seriam integrados a Israel. Os árabes que continuarem vivendo em território israelense terão que declarar sua lealdade a Israel como um Estado judeu, e se comprometer a servir em suas Forças Armadas ou prestar serviços civis à comunidade, segundo Lieberman. Dirigentes e legisladores da comunidade árabe de Israel criticam a posição de Liberman, que consideram "racista" e "fascista". A proposta, nos próximos dias, passará a ser parte da plataforma oficial de seu partido.

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