Ministro israelense nega ataque iminente de Israel ao Irã

O ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, disse nesta quinta-feira que seu país não planeja um ataque iminente ao Irã, mas não descarta o uso da força militar para impedir que a República Islâmica desenvolva armas nucleares.

JEFFREY HELLER, REUTERS

01 de dezembro de 2011 | 10h44

"Não temos intenção, no momento, de agir, mas o Estado de Israel está longe de estar paralisado pelo medo", disse Barak à Rádio Israel. "Deve-se agir com calma e tranquilamente - não precisamos de grandes guerras."

Israel, os EUA e seus aliados acusam o Irã de desenvolver armas nucleares secretamente, embora Teerã insista no caráter pacífico das suas atividades.

Na quarta-feira, o chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, general Martin Dempsey, disse à Reuters que Israel possivelmente não avisaria Washington antecipadamente caso pretenda atacar o Irã.

Dempsey também admitiu haver diferenças entre Israel e EUA a respeito de como lidar com o Irã, e disse que Washington ainda acredita em uma solução baseada na pressão diplomática e na imposição de sanções, embora sem descartar uma ação militar caso isso não funcione.

Na entrevista à rádio, Barak declarou: "Israel ficaria muito contente se as sanções e a diplomacia levassem a liderança iraniana a uma decisão clara de abandonar seu programa nuclear militar." Mas acrescentou: "Infelizmente, acho que isso não vai acontecer."

Questionado sobre as declarações de Dempsey, Barak disse que Israel "respeita enormemente os Estados Unidos" e mantém um diálogo contínuo com o seu principal aliado a respeito de questões de segurança.

"Mas é preciso lembrar que, em última análise, Israel é uma nação soberana, e o governo israelense, as forças de defesa e as forças de segurança - não os outros - são responsáveis pela segurança de Israel, por seu futuro e sua existência", afirmou.

"Certamente, a opção não-diplomática é a última opção, e acho que todos concordam com o fato de que todas as opções estão sobre a mesa."

O Irã já alertou que bombardeará Israel e alvos regionais norte-americanos como retaliação a um eventual ataque às suas instalações nucleares.

(Reportagem adicional de Phil Stewart)

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