AFP PHOTO |GALI TIBBON
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Ministro israelense renuncia após criticar trabalho durante shabat

O ultra-ortodoxo Yaakov Litzman, ministro da Saúde, criticou realização de obras públicas no sábado, dia sagrado para judeus

O Estado de S.Paulo

26 Novembro 2017 | 10h58

JERUSALÉM - Um ministro da Saúde israelense renunciou de seu cargo neste domingo, 26, após disputa sobre a realização de obras públicas durante o shabat, dia sagrado de descanso semanal para judeus.

"Eu me demitido do cargo de Ministro da Saúde", escreveu o ultra-ortodoxo Yaakov Litzman, um dos chefes do Partido Judeu Unificado da Torá, em sua carta de demissão. A religião judaica proíbe trabalhar, dirigir, ligar ou desligar a luz durante o sabábrio, que começa na noite de sexta-feira e termina na noite de sábado.

O ministro justificou sua decisão para as obras de construção e manutenção nas ferrovias realizadas no sábado e que constituem, segundo ele, "um sério golpe para a santidade do sábado". Depois de dar sua renúncia, o ex-ministro, que continua sendo membro do Parlamento, disse aà rádio militar que lamenta que os responsáveis ​​pelo transporte ferroviário "tenham transformado o sábado em um dia nacional de manutenção das vias férreas".

O governo de Netanyahu tentou resolver a questão ordenando que os não-judeus lidem com essas tarefas durante o sabábrio, de acordo com a imprensa israelense, mas o ministro ultraortodoxo manteve sua decisão. Um porta-voz de Litzman disse que seu partido permanecerá por enquanto na coalizão governamental, preservando assim a maioria parlamentar para Netanyahu.

Esta coalizão tem 66 deputados de 120 que o Parlamento tem. Da aliança 13 deputados do Judaísmo Unificado e Shass da Torá, os dois partidos religiosos fazem parte. O sabbat, fundamental para os ultra-ortodoxos, é um tema recorrente disputas no governo desde que foi constituído em 2015. 

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