Ministro israelense sugere o seqüestro do presidente iraniano

Ex-espião que participou da captura de nazista na Argentina diz que Ahmadinejad ameaça provocar genocídio

Associated Press e Reuters,

09 de setembro de 2008 | 09h43

O ministro israelense Rafi Eitan, um ex-espião que participou do seqüestro do ideólogo nazista Adolf Eichmann, sugeriu nesta terça-feira, 9, que a mesma tática poderia ser utilizada contra o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. "Um homem como Ahmadinejad, que ameaça um genocídio, tem que ser levado a julgamento em Haia", disse Eitan, referindo-se à sede do Tribunal Penal Internacional (TPI). "E todas as opções estão abertas em termos de como levá-lo até lá", prosseguiu. Questionado sobre se o seqüestro de um chefe de governo seria aceitável, Eitan respondeu que "sim" e repetiu que "qualquer maneira de levá-lo a julgamento em Haia é uma possibilidade". Eitan, um dos ministros responsáveis pela segurança de Israel, ressalvou que suas declarações são apenas uma opinião pessoal, nada mais. O presidente iraniano é repudiado pelos israelenses por ter declarado que o Estado judeu deveria "ser riscado do mapa do Oriente Médio". Após a Segunda Guerra Mundial, centenas de criminosos de guerra nazistas fugiram para a América Latina, onde eventualmente até recebiam ajuda dos governos para se estabelecer. Um comando israelense seqüestrou Eichmann na Argentina, que foi julgado em 1961 e enforcado por ter sido condenado como mentor do Holocausto.

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